Numa conferência de imprensa realizada no final da visita à ilha
Graciosa, a líder do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda na Assembleia
Legislativa dos Açores, Zuraida Soares, apontou o desemprego jovem como um dos
principais problemas que impedem o desenvolvimento desta ilha.
Para a dinamização da economia e criação de emprego, nesta
ilha que é uma das mais pequenas dos Açores, os deputados do Bloco de Esquerda
defendem a criação de incentivos orientados especificamente para o cultivo de
produtos locais – no caso da Graciosa, o alho, a meloa, e mesmo a fruta em
geral. Este apoio seria materializado através da disponibilização de apoios
técnicos, no terreno, que sejam verdadeiramente consequentes, e garantindo o
escoamento de produtos para o mercado local e inter-ilhas através do
estabelecimento de um plano com metas de produção concretas.
Zuraida Soares diz ser inadmissível que os graciosenses
consumam leite da Terceira, ovos de Espanha e fruta de todos os pontos do
planeta.
“A rentabilização das magníficas condições naturais da ilha
Graciosa, que lhe valeu o galardão da Unesco de Reserva Natural da Biosfera,
não se compadecem com o injustificável atraso na entrada em funcionamento do
Centro de Processamento de Resíduos, e muito menos com a incerteza
relativamente ao futuro das duas lixeiras a céu aberto existentes nesta ilha”,
denunciou a deputada Zuraida Soares.
Neste momento existem duas lixeiras a céu aberto, e não
existe nenhum aterro sanitário – apesar de estar previsto e prometido no Plano
Estratégico para Gestão de Resíduos para os Açores.



terça-feira, maio 29, 2012
Rádio Graciosa