Prioridades
eleitoralistas
Foi,
recentemente, apresentado o relatório de gestão da Câmara Municipal de Santa Cruz
da Graciosa, referente ao ano de 2011.
A
actividade da autarquia graciosense pautou-se pela insuficiência na execução de projectos que havia
inscrito no seu orçamento e plano anual, o que
merece censura dado que, nos tempos que correm, tendo a Câmara disponibilidades financeiras, podia e devia fazer mais
e melhor pela ilha Graciosa.
Neste
aspecto destaca-se a recorrente ausência de iniciativa para levar
por diante o ambicionado projecto da zona industrial. A autarquia está há dois anos a adquirir terrenos,
mas o projecto em si nem sequer se vê intenção de o concretizar. A prova disso é reflectida numa taxa de execução de zero por cento.
E se este
projecto era prioritário para o actual executivo
camarário e essencial para alavancar
novas iniciativas na ilha, outro ficou igualmente por cumprir e vem sendo
adiado num calendário que tresanda a
eleitoralismo. Trata-se do projecto da marina da Barra e zona envolvente, que
vai andando ao sabor da inércia do executivo e contou com
uma taxa de execução do previsto para 2011 de
apenas 30%.
Bem
sabemos que estamos em ano eleitoral, mas a Graciosa está cansada do folclore das aparições em vésperas de eleições e das primeiras pedras em final de legislatura.
O mais
caricato da gestão socialista da Câmara Graciosense no ultimo ano acaba por ser também a fraca execução do contrato de recuperação de habitação degradada das famílias carenciadas. O Governo colocou nas mãos da Câmara de Santa Cruz a quantia
de 600 mil euros vai para mais de um ano, mas no ano passado apenas foram
executados 25% dessa verba. Ora estando identificados os casos a necessitar de
obras, sendo situações de carência e falta de condições habitacionais, de que está a autarquia à espera? Será que também nesta situação a aproximação de eleições está a condicionar a actuação do executivo socialista, para depois, mais próximo do acto eleitoral aparecerem as obras de que os mais
necessitados carecem? Enfim, nada a que os Graciosenses não estejam já habituados.
Também na área social não se executou um único euro no apoio à natalidade, promessa que constava do manifesto socialista
mas que teima em ficar esquecida. Para um partido que se diz preocupado com as
questões sociais ficamos
esclarecidos perante estes dois exemplos!
Já na outra face da moeda aparece a grande obra de
requalificação do centro de Santa Cruz, num
projecto que irá custar perto de 2 milhões de euros e que, por não ser urgente nem prioritário, podia ter dado lugar às verdadeiras necessidades
desta ilha.



terça-feira, abril 24, 2012
Rádio Graciosa
