Graciosa
- Virar ao futuro IV
A ilha
Graciosa tem sido notícia nos últimos anos pela possibilidade de se tornar auto-suficiente
em termos energéticos.
Esta
possibilidade leva a que a oportunidade não possa ser desperdiçada, ou tão pouco adiada, pelas inúmeras vantagens que essa independência nos pode propiciar.
Há já alguns anos que os
graciosenses convivem com a energia eólica e com as possibilidades
de produção de uma energia limpa que,
por um lado, possa alavancar outras formas de empreendorismo, e, por outro
lado, seja sinónimo de excelência ambiental. No entanto, quanto à energia eólica e a outras formas de
produção de energias chamadas de "limpas" e/ou renováveis, ainda temos de dar importantes passos para que isso
se projecte para além de alguns anúncios e eventualidades.
Todos os
lares graciosenses podem verificar que ainda estamos a níveis insipientes em termos de consumo de energias
alternativas, basta reparar na factura de electricidade e lá podemos encontrar os valores da percentagem dos variados
tipos de energia que consumimos, sendo que ainda dependemos de forma muito
significativa das energias fosseis e poluentes.
É necessário que ocorram importantes decisões para que, por um lado, se possam aproveitar as
potencialidades que a Graciosa oferece em termos de produção de novas energias, mais limpas e amigas do ambiente, e,
por outro lado, se adicione a oferta de conhecimento que existe e vai estando
ao dispor de todos os graciosenses, que pode trazer vantagens económicas ás famílias e empresas da Graciosa.
É também necessário que se acentue o elemento
de produção de energia pelos próprios Graciosenses. Todos os dias vamos sendo inundados por
anúncios de possibilidades de, em
cada lar e em cada empresa, poder haver unidades de produção de energia, quer solar quer eólica, que permitem, por um lado, tornar essa família ou essa empresa auto-suficiente em termos de consumo de
energia mas, indo mais longe, tornando-as produtoras e, consequentemente,
vendedoras de energia obtendo, ao fim de alguns anos, uma nova fonte de
rendimento.
Para que
tal aconteça o próximo Governo Regional deve olhar para esta realidade
Graciosense, e para esta possibilidade da ilha alcançar a sua independência energética, de uma forma séria e com vontade política em possibilitar esta concretização.
É tempo de agir e de dar as mãos ao futuro.
Termino
mais esta breve reflexão renovando uma certeza:
Outros virão dizer que tudo já foi pensado e logo o irão fazer! Mas a quem governa há já 16 anos continuamos a
perguntar: Por que é que ainda não o fizeram?



terça-feira, março 20, 2012
Rádio Graciosa
