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Rádio Graciosa


13 março 2012

O artigo de opinião de hoje intitulado por “ Graciosa - Virar ao Futuro III “ é da Responsabilidade de João Costa

Graciosa - Virar ao futuro III

 

 

 

A Graciosa recebeu, em 2007, a classificação de Reserva da Biosfera, atribuída pela UNESCO.

Este facto reconhece à ilha uma notoriedade singular, cuja divulgação contribui para uma identidade particular no âmbito da sua promoção.

Mas o "rótulo", por si só, não é suficiente para que a economia da ilha beneficie desse reconhecimento.

A Graciosa tem muito para oferecer em termos de turismo. Seja no de natureza, seja na área do lazer e desporto, seja no turismo de saúde.

É pois essencial que estas áreas sejam desenvolvidas para que as ofertas a apresentar resultem em mais promoção e maior interesse para outros visitantes.

O turismo, enquanto actividade económica, pode ser um bom suplemento ao desenvolvimento da ilha. Com as potencialidades que temos para oferecer, o "produto" Graciosa pode assumir uma singularidade própria, tal como assumiu com a sua classificação enquanto Reserva da Biosfera.

Na área da saúde, o termalismo e a natureza são apostas que devem ser reforçadas para atrair visitantes e potenciar o aparecimento de outros empreendimentos.

Associando este a um turismo de natureza, não podemos deixar de potenciar as nossas belezas naturais como é o caso da Furna do Enxofre, que é um monumento natural único e deve ser também estudado no sentido de criar melhor acessibilidade com maior regularidade.

Por outro lado, a divulgação e melhoria de trilhos pedestres cria outras ofertas de produtos e serviços que não devem ser ignorados no futuro.

Já se pensarmos na área do turismo de mar, no mergulho, na observação de cetáceos, ou em outros subprodutos, é importante que se façam os investimentos necessários a consolidar uma oferta sustentável nesta área de negócio.

Se a construção de uma marina é reconhecidamente uma vantagem, não podemos deixar de assumir que os diferentes portos e portinhos da ilha são de importância para o desenvolvimento desta actividade. Quer se pense no Porto Afonso ou na Baía da Folga, passando pelos portos de Santa Cruz - Cais Novo e Fontinhas - ou ainda no portinho do Carapacho, esta matéria tem de ser igualmente vista pela sua importância para consolidar a oferta de serviços na ilha Graciosa.

Podia ainda referir outras áreas como a observação de aves, o turismo religioso ou as diferentes festas locais. Acrescentaria ainda o turismo da saudade, tão importante para impulsionar os investimentos dos nossos imigrantes na terra dos seus pais. Todos estes aspectos terão, num futuro governo do PSD, uma atenção particular. Outros dirão que também o irão fazer, mas depois de 16 anos no poder a pergunta que renovamos é: Por que é que ainda não o fizeram?

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