Após reunir com a Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa e com o Núcleo Empresarial da ilha Graciosa, Artur Lima foi peremptório: “A primeira impressão que fica em relação à Graciosa é que as políticas da coesão falharam redondamente. É preciso apostar em outras políticas e em outras dinâmicas para potenciar os investimentos que aqui foram feitos e para potenciar a fixação de jovens”, para além de “repensar as acessibilidades à ilha que, segundo nos foi dito, pioram nos últimos tempos, essencialmente o horário de inverno da SATA”.
Para o líder da bancada PP, não basta vir à Graciosa construir um hotel para ter uma taxa de ocupação de cerca de 20%, isto com os contratos com o INATEL.
Para os parlamentares do CDS-PP “a Graciosa está a definhar” pelo que, apontam, “é preciso que rapidamente se proceda a uma conjugação de esforços entre todos, começando pelo poder local que tem que se assumir como a locomotiva deste processo, exercendo um poder exigente e não um poder subserviente, independentemente da cor partidária do Governo Regional, porque infelizmente o que vemos muitas vezes é a subserviência das câmaras ao Governo”.
Artur Lima enumerou alguns casos que considera “absurdos” e que se transformam em constrangimentos para o desenvolvimento da ilha. Por exemplo, “não há qualquer política concertada entre transportes e turismo que possa potenciar qualquer incremento económico nesta ilha”. Ainda no turismo, Artur Lima indicou a falta de promoção de potencialidades da ilha como a sua classificação pela UNESCO como “Reserva da Biosfera” – “não trouxe qualquer vantagem”.
Artur Lima denunciou também que “desde há alguns anos existe definida no PDM (Plano Director Municipal) de Santa Cruz da Graciosa a zona industrial da ilha. O que é certo é que a zona industrial nunca foi feita. Quando um empresário se quer instalar, num determinado ramo, e o PDM diz que só o pode fazer na zona industrial está penalizado.
Por outro lado, acrescentou Artur Lima, “ficamos a saber que a Secretaria Regional da Economia apoia várias entidades e empresas da ilha para que os produtos locais sejam vendidos em embalagens próprias, por exemplo, caixas para o transporte de vinho. O problema é que, quando se chega ao aeroporto, a SATA diz que as embalagens não podem ser transportadas como bagagem normal. Das duas, uma: ou o passageiro paga o transporte como produto especial ou então tenta despachar a bagagem como carga. Mas também aqui, na hora normal do voo, a secção de carga do aeroporto da Graciosa está fechada porque os funcionários têm que estar na placa”.
As jornadas parlamentares do CDS-PP a decorrerem desde ontem na Graciosa, terminam na tarde desta terça-feira.



terça-feira, julho 26, 2011
Rádio Graciosa