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Rádio Graciosa


21 junho 2011

Artigo de Opinião de João Costa intitulado “A governar para as eleições!”.

A governar para as eleições!



A visita estatutária à ilha Graciosa veio, mais uma vez, mostrar como este governo se limita a usar esta figura estatutária para a propaganda habitual do regime e do Partido.

Na reunião com o Conselho de Ilha o Presidente do Governo entrou a dizer que não há dinheiro para fazer tudo o que prometeu, e saiu a dizer o que já tinha feito ao longo dos últimos 15 anos!

As velhas questões, as grandes questões que sempre marcam as dores dos graciosenses, como a questão dos transportes, têm sempre a mesma resposta governamental: "não podemos ter um avião para cada açoriano e não podemos ter um barco para cada açoriano".

Esta teimosia de pensar que o modelo imposto aos graciosenses e restantes açorianos depende de dizer a cada um que não se pode servir a todos e que não se pode agradar a todos é uma formula esgotada e que revela a falta de ideias e de noção de como se deve agir para a melhoria dos Açores.

Sempre serão as acessibilidades um óbice ao desenvolvimento quando não servem para obter resultados nos investimentos públicos e naqueles que se incentivam os privados a fazer.

A Graciosa, tal como os restantes Açores, apenas podem ambicionar criar riqueza e contribuir para o desenvolvimento económico com uma aposta decisiva no mercado interno, na circulação de produtos e na produção.

Uma ilha como a Graciosa, com um enorme potencial produtivo, reclama de ano para ano sempre a mesma coisa: "Melhores Transportes, Melhores Horários, Melhores Acessibilidades".

Mas de ano para ano ficamo-nos pelo desejo de melhorias expresso por um Governo que teima em não aceitar sugestões e vive fechado na sua teimosia.

Os comunicados do Conselho do Governo, após uma visita estatutária, assumem essa falta de resposta aos problemas das pessoas e aos anseios da ilha. São objectivos repetidos, é uma retórica de ilusão, são as palavras de significado disfarçado! Diz-se "executar o projecto", para significar a sua elaboração e não o inicio de obra, repete-se a expressão "dar orientações" para que conste a orientação a dar e não para dar consequência àquilo que se espera ver concretizado.

Este Governo já não consegue esconder a sua falta de respostas.

Essa circunstância apela à necessidade de mudança. Uma mudança de políticas e de visão dos problemas. Uma nova estratégia de resolução dos assuntos que verdadeiramente importam para a vida das pessoa e não para os interesses do partido.

Ilhas como a Graciosa não podem continuar a ser alvo dos interesses eleitorais, governadas de 4 em 4 anos, e apenas com o objectivo de contentar em ano eleitoral.


João Bruto da Costa

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