A crise que o país atravessa marcou ontem o primeiro dia de trabalhos do plenário de Abril, na Assembleia Legislativa da Regional dos Açores. Berto Messias, líder da bancada PS, fez uma declaração política sobre o governo de Sócrates, a rejeição do Pec 4 e consequente demissão do primeiro-ministro. O líder da bancada socialista acusou a oposição na Assembleia da República de ser responsável pela entrada do FMI em Portugal, que vai implementar agora medidas de austeridade muito mais duras do que as previstas no PEC IV. “O chamado PEC IV, que toda a oposição rejeitou em bloco por ser duro de mais para os portugueses, vai ser agora, por culpa exclusiva desta oposição, o ponto de partida para um pacote de austeridade muito mais duro, com consequências muito mais nefastas para as empresas e famílias portuguesas”, lamentou Berto Messias. Numa declaração política sobre a situação nacional e depois de reconhecer que o Governo da República cometeu “alguns erros que não escamoteamos nem escondemos”, o deputado do PS/Açores salientou que 23 de Março de 2011 - dia do “chumbo” do PEC na Assembleia da República - “ficará para a história como o dia em que a oposição trocou Portugal pelos seus interesses partidários”. No primeiro dia do plenário de Abril, Berto Messias criticou, ainda, a postura do PCP e Bloco de Esquerda, dois partidos que, nem nos momentos em que se exige um compromisso nacional, “são capazes de evoluir de um radicalismo serôdio e ultrapassar dogmas estagnados no tempo, na forma e, acima de tudo, no conteúdo”. No seguimento desta intervenção, Aníbal Pires da CDU, disse que há uma tentativa de “sacudir a água do capote”, como se os açorianos não percebessem que a responsabilidade pelo estado do país não +e exclusivamente do PS, mas também do governo PS. O líder da bancada CDU referiu ainda que a não aprovação no PEC nunca implicou a demissão do primeiro-ministro, acto que foi apenas uma decisão de José Socrates. Artur Lima do PP, lembrou que a crise começou em 2008, no entanto nessa altura o PS negava que o país já estivesse em recessão. O líder da bancada PS falou ainda de promessas eleitoralistas, levando o país à falência, para além de enganarem funcionários públicos quando deram um aumento, numa altura que não podiam dar, quando cortavam nas prestações sociais e aumentavam os impostos. Para Artur Lima o PS é o FMI português. Da bancada PSD, levantou-se o seu presidente Duarte Freitas, que classificou o PS da bancarrota do país e disse parecer haver uma alienação colectiva de pessoas com raciocínio perante uma pessoa e aquilo que fez ao país. Uma narrativa de ilusões é aquilo que segundo Duarte Freitas o PS apresenta ao eleitorado. Paulo Estêvão, do PPM, contestou o discurso de Berto Messias. Quando Berto Messias dizia que o Governo tinha feito o seu melhor, Paulo Estêvão disse que este discurso é falso e que devia ser penalizado. Na intervenção o deputado Paulo Estêvão, compara a crise financeira actual de Portugal, com as duas Crises Económicas antecedentes, nomeadamente a 1895 e a do final da década de 20, em que Portugal teve uma penalização tremenda, por causa de quem deixou o país naquela situação financeira e de dependência externa. Diz ainda que é impressionante, que se diga que a responsabilidade não é de um governo que deixou o País na bancarrota, referindo ainda que isto tem de ser devidamente condenado na Vida Politica Portuguesa. Do Governo André Bradford, Secretário Regional da Presidência, afirmou que o PS não tem dois discursos, mas apenas um discurso que é realista, é consciente e responsável. André Bradford, diz que o PS parte para estas eleições com a convicção absoluta de que é o partido mais bem posicionado para enfrentar a difícil situação que Portugal vive, por este apenas usa um discurso realista. Situação Politica do país a marcar o debate parlamentar do primeiro dia d plenário na Horta.


quarta-feira, abril 13, 2011
Rádio Graciosa