O número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou em Dezembro 3,3 por cento em termos homólogos, mas baixou 0,9 por cento face a Novembro, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação profissional (IEFP).
De acordo com a informação mensal publicada pelo IEFP, no final de Dezembro encontravam-se inscritos nos Centros de Emprego do Continente e das Regiões Autónomas 541.840 desempregados, um número que compara com os 524.674 indivíduos inscritos um ano antes. Segundo o IEFP, o desemprego subiu em ambos os géneros face a Dezembro de 2009, em particular nas mulheres, onde o número de desempregados inscritos subiu 5,2 por cento, enquanto nos homens o valor avançou 1,1 por cento. Por grupo etário, o aumento do desemprego ocorreu de forma diferenciada: o número de jovens (menores de 25 anos) decresceu 5,6 por cento no espaço de um ano, enquanto o número de adultos aumentou 4,6 por cento. Quanto ao tempo de permanência dos desempregados nos ficheiros, os inscritos há menos de um ano (58,2 por cento do total de desempregados) diminuíram 8,1 por cento, enquanto que os desempregados de longa duração (41,8 por cento) assinalaram um acréscimo de 24,8 por cento. A procura de um novo emprego - que justificou em Dezembro o registo de 92,4 por cento dos desempregados - aumentou 3,1 por cento face a Dezembro de 2009, enquanto a procura do primeiro emprego subiu 5,3 por cento.
Em termos de escolaridade, o 1.º ciclo e o 2.º ciclo do ensino básico foram os únicos níveis de habilitação que registaram uma redução do desemprego face a Dezembro de 2009: 1,5 por cento e 4,2 por cento, respectivamente.
O ensino superior, por sua vez, "destaca-se com a maior subida anual do número de desempregados": 11,3 por cento, refere o IEFP. A nível regional, o Centro foi a única região onde se verificou uma diminuição em termos homólogos (0,5 por cento), enquanto em termos mensais "a maior parte das regiões do país acompanhou a tendência decrescente, à excepção dos Açores e do Algarve, com subidas de 4,5 por cento e 3,5 por cento, respectivamente".
Fonte:JornalDiario



terça-feira, janeiro 18, 2011
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