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Rádio Graciosa


15 junho 2009

Agricultores Graciosenses assinam protocolo para criação da Associação de Criadores Bovinos da Raça Ramo Grande.

O secretário regional da Agricultura e Florestas convidou os criadores dos Açores a “defenderem e preservarem a raça bovina autóctone Ramo Grande”.
O “convite” foi expresso por Noé Rodrigues, na Feira Agrícola Açores 2009, durante a cerimónia de apresentação pública da Associação de Criadores Bovinos da Raça Ramo Grande e de assinatura do respectivo protocolo de constituição.
“Os Açores têm a felicidade de ter uma raça autóctone, que se distingue das demais raças bovinas”, pelo que é imperioso preservá-la para “mantermos a nossa identidade cultural e valorizarmos o nosso património”, argumentou o secretário regional.
Segundo referiu, os apoios que o Governo dos Açores tem vindo a dar aos criadores na preservação genética desta raça “já começaram a dar os primeiros frutos”, como o comprova o facto do núcleo de animais puros Ramo Grande ter mais que quadruplicado nos últimos dez anos. A raça Ramo Grande, a única raça bovina autóctone que os Açores possuem, está intimamente ligada ao povoamento das ilhas açorianas, e teve na sua génese o contributo das raças Galega (ou Minhota), Alentejana, Flamenga e Mirandesa.
Estes animais são possuidores de uma tripla aptidão, pois foram tradicionalmente explorados como produtores de carne, leite e trabalho, e o seu sistema de exploração caracteriza-se por ser um regime de pastoreio ao longo de todo o ano.Em 1996 estavam inscritos 217 bovinos desta raça no Registo Zootécnico mas, actualmente, são já 1.458 os exemplares inscritos no respectivo Livro Genealógico, sendo que o maior núcleo é da ilha de S. Jorge.

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