A Associação Festa Redonda realizou ao longo da tarde de sábado, no Centro Cultural da Ilha Graciosa, uma Conferência de Cidadania.A sessão de abertura foi presidida por José Aguiar, Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa.José Aguiar congratulou-se com o facto da associação Festa Redonda estar novamente na nossa ilha para a realização de mais um congresso, desta vez sobre cidadania, que é um tema muito importante, nos tempos que correm.
A primeira palestra intitulada “Ser Português, o orgulho de um povo”, foi apresentada por Genuíno Madruga, Presidente da Liga dos Combatentes do Ultramar.
Segundo Genuíno Madruga “a cidadania é a condição de pertencer a um estado”.
O palestrante falou da história do nosso país, que depois do 25 de Abril passou a ser esquecida pelos nossos jovens. Nas suas palavras “é preciso passar a mensagem de que ser português é um orgulho”.
Genuíno Madruga, como ex-combatente, mostrou fotografias que ilustram o que é ser combatente pelo país.
A palestra “Crescer Português” esteve a cargo do padre Dinis Silveira.
Segundo as suas palavras o que faz nos sentires portugueses é muito mais do que partilhar o bilhete de identidade, é sim o país e os nossos Pais.
A nossa língua é o que nos torna Portugueses. Durante a sua apresentação destacou o facto do ensino do Inglês estar cada vez mais cedo presente nas escolas, deixando no ar a questão de como irá ficar a nossa língua. Ainda acrescentou que o português é falado por mais de 200 milhões de pessoas e é a 6ª língua mais falada do mundo.
João Costa, Presidente da Associação de Pais da Academia Musical da Ilha Graciosa falou sobre “Cidadania: Direito/Dever”.
Segundo João Costa, a cidadania é um conceito vasto, diferente de comunidade para comunidade, falar hoje de cidadania é pensar no direito do cidadão e na vida da comunidade, onde existem direitos e deveres onde também residem o progresso e a paz social.
Teodora Borba debruçou-se sobre o tema “Cidadãos em actividade cívica”.
Na sua palestra lembrou o respeito que se deve ter pelo nosso povo e criticou o sistema de ensino que tem cortado nos programas e matérias da história do nosso país, que levou à apatia que existe hoje, especialmente nos jovens. Segundo Teodora Borba todos temos o nosso lugar na sociedade.
A última palestra foi apresentada por Tomás Picanço, Presidente da Junta de Freguesia de Guadalupe, que falou sobre o tema “Ser Emigrante e ser Português”.
Tomás Picanço depois do serviço militar emigrou para o Brasil onde viveu durante alguns anos.
Na sua palestra falou dos tempos difíceis que teve de enfrentar ao longo da sua estadia no Brasil. Tomás Picanço enquanto emigrante pode verificar que os brasileiros são um povo pobre, mas consideram uma riqueza o facto de serem brasileiros.
Devido ao seu orgulho de ser português, Tomás Picanço, voltou ao seu país, onde construiu a sua vida. Ainda acrescentou que os emigrantes sofrem muito nos países onde estão e nunca esquecem o seu país de origem.
No final do Congresso de Cidadania, Violante Raposo fez o balanço do evento, que segundo as suas palavras foi um congresso cheio de história e cultura.
Congresso de Cidadania terminou com balanço positivo, pois assistiu-se a palestras interessantes e de qualidade, embora com a pouca participação da comunidade Graciosense.



segunda-feira, junho 09, 2008
Rádio Graciosa