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Rádio Graciosa


08 fevereiro 2008

Resgate leiteiro é instrumento importante para impulsionar a reestruturação do sector.

O resgate leiteiro promovido pelo Governo dos Açores vai permitir, uma vez mais, intervir na reestruturação do sector agrícola, possibilitando que alguns empresários se retirarem “de forma digna” da fileira do leite, afirmou hoje o secretário regional da Agricultura e Florestas.
Noé Rodrigues falava aos jornalistas no final de uma reunião, em Ponta Delgada, com a Direcção da Associação Agrícola de São Miguel, em que foram debatidos vários assuntos relacionados com a actual situação da agricultura regional.
O governante salientou, ainda, que a reestruturação operada através do resgate leiteiro se processa de forma planeada e “sem perder de vista as questões sociais e económicas dos produtores que são resgatados”.
Com esse objectivo, e em articulação com a Portaria do resgate leiteiro, o Governo dos Açores publicou, também, uma Portaria de distribuição de direitos às vacas aleitantes para garantir aos pequenos produtores de leite com quota resgatada a possibilidade de derivar a sua actividade para a produção de carne, o que faz com que as metas do resgate “sejam completamente atingidos”.
Noé Rodrigues destacou, igualmente, o facto de não haver perigo de desertificação de algumas ilhas, “porque os valores resgatados são muito inferiores aos valores de pedidos de quota que existem nessas ilhas”.
“O montante de leite resgatado em cada ilha será distribuído pela mesma ilha, significando que não haverá quebras na sustentabilidade da produção e das indústrias associadas”, explicou.
Segundo indicou, nesta operação de resgate promovida pelo Governo dos Açores foram aceites 211 candidaturas, num total de cerca de 10 milhões de litros de leite.

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