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Rádio Graciosa


05 dezembro 2007

Helicópteros EH101 da Força Aérea Portuguesa condicionados.



A actividade operacional dos 12 helicópteros EH101 da Força Aérea Portuguesa (FAP) está limitada por tempo indeterminado, até se apurarem as causas do acidente ocorrido na ilha de S. Jorge.
A Força Aérea Portuguesa já reconheceu publicamente que as evacuações com os EH101 serão estudadas caso a caso.
"Tecnicamente, a frota está parada", disse, ao Diário de Notícias, o tenente-coronel Seabra, porta-voz da FAP, admitindo que, numa situação de emergência e "não havendo alternativa", será dada autorização para os Merlin avançarem para uma missão.
No final da semana passada a FAP recorreu mesmo a um Aviocar para realizar uma evacuação nocturna na ilha das Flores, contudo a aeronave militar só conseguiu aterrar após várias tentativas. “As dificuldades de aterragem apenas se deveram às condições climatéricas” – garantiu fonte ligada à operação.
Embora os militares não tenham restrições nestes aeródromos e estejam “bem” treinados para cenários idênticos ou piores, o risco e as condições de segurança para os profissionais de saúde (que participam na operação) e para o evacuado “são duvidosas”, confessa um profissional de saúde.
Segundo a mesma fonte, face à possibilidade de risco, existem membros das equipas médicas da Unidade de Evacuações Aéreas do Hospital de Angra que ponderam não participar em futuras operações do género.
Filipe Rocha, Administrador Delegado do Hospital de Angra, alega que é a Força Aérea que avalia tecnicamente se é possível, ou não, fazer a evacuação e quais os meios a utilizar.
As restrições dos Merlin não têm colocado em causa as operações de evacuação, explica ao administrador, sustentando que em termos práticos a Unidade de Evacuações continua a operar sem restrições e que a Força Aérea Portuguesa tem respondido prontamente às solicitações, como foi o caso recente da ilha das Flores.
A polémica ao redor da segurança dos profissionais de saúde nas evacuações surgiu depois de um acidente em S. Jorge, onde um EH101 Merlin se afastou subitamente do solo e o movimento inesperado provocou cinco feridos entre a equipa médica e os técnicos que estavam a colocar uma maca - transportando uma grávida - dentro do Merlin.

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