Celebrado a 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991 pela International Diabetes Federation (IDF) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em resposta ao aumento do interesse em torno do diabetes no mundo e visto como a maior iniciativa mundial em torno do diabetes, a data foi escolhida devido ao nascimento do cientista canadense Frederick Bantin que, em parceria com Charles Best, foi responsável pela descoberta da insulina, em outubro de 1921. Dois anos mais tarde, Banting recebia o Prêmio Nobel de Medicina por esta descoberta e pela aplicação da insulina no tratamento das pessoas com diabetes.A celebração do Dia Mundial da Diabetes, tem como finalidade primária chamar a atenção das entidades oficiais, dos profissionais de saúde, da comunicação social e da comunidade em geral para a problemática da Diabetes Mellitus.
A campanha do Dia Mundial da Diabetes, cujo tema este ano é a Diabetes na Criança e no Adolescente, tem como objectivo chamar a atenção para o crescimento do número de casos de diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes.Sublinhando que mais de 240 milhões de pessoas no mundo têm diabetes, o Coordenador do Programa Regional de Prevenção e Controlo da Diabetes adianta que "as crianças não são poupadas a esta epidemia global, nem são poupadas das consequências da diabetes, nas limitações que traz e nas complicações que põem a vida em risco". "Nas crianças e adolescentes a diabetes Tipo 1 está a aumentar 3% ao ano e 5% nas crianças em idade pré-escolar", afirma Rui César, acrescentando que as novas estatísticas mostram que a cada ano que passa 70 mil crianças com menos de 15 anos desenvolvem diabetes tipo 1, o que significa quase 200 crianças por dia.Para o médico, "um diagnóstico e uma intervenção precoce são cruciais para reduzir as complicações da doença e salvar vidas". Neste quadro, considera que "as instituições de saúde, a comunidade, os educadores os pais necessitam de juntar os seus esforços para ajudar as crianças que vivem com a diabetes". Dados da International Diabetes Federation (IDF) constatam que, dos 440,000 casos de diabetes tipo 1 em crianças, estima-se que 20% sejam crianças europeias. Por outro lado a diabetes tipo 2, que era vista como uma doenças do adulto, está hoje a aumentar a taxas alarmantes nas crianças e nos adolescentes. Realçando que a Diabetes tem "um enorme impacto" nas crianças e nas suas famílias, Rui César explica que a vida diária das crianças é fortemente abalada com a necessidade constante de monitorizar as glicemias, tomar a medicação, dosear a alimentação consoante a actividade física. "A diabetes pode interferir com o normal desenvolvimento da criança e do adolescente", afirma.Para ajudar a criança e a sua família, e para assegurar o melhor percurso físico e emocional, "uma equipa multidisciplinar com um bom conhecimento de questões específicas pediátricas deverá estar presente e disponível", defende o médico, para quem a ajuda deve ser extensível à família e à escola. A diabetes é uma doença crónica que atinge cerca de 900 mil pessoas em Portugal, estimando-se que existam mais de 250 milhões de diabéticos em todo o mundo. Segundo a OMS, a diabetes é a quarta causa de morte na maioria dos países desenvolvidos, e a cada 10 segundos morre uma pessoa vítima da doença. Prevê-se que os índices de mortalidade aumentem 25% na próxima década caso não sejam tomadas as medidas necessárias para travar o avanço da epidemia, pondo em causa a actual esperança média de vida. A diabetes tem graves implicações a nível cardiovascular, renal, de amputações e/ou cegueira.
Em Portugal, dados do 4º Inquérito Nacional de Saúde da responsabilidade do INE e Instituo Dr.Ricardo Jorge, referem que 6,5% dos Portugueses adultos residentes no Continente sofre de Diabetes (entre 2005 \2006), sendo de 6,7% na Madeira e de 4,6% nos Açores. Corresponderá a um aumento de 2% em apenas sete anos (4,7% em 1998\1999). Sabe-se ainda que a percentagem de doentes ainda não diagnosticados rondará os 300.000. Em Portugal existem mais de 500 mil diabéticos (sendo que noventa por cento dos doentes têm diabetes de tipo II) e este número terá tendência para aumentar nos próximos anos. Os sintomas da doença podem ser sede e fome constantes, sensação de boca seca, fadiga, comichão no corpo e visão turva.



quarta-feira, novembro 14, 2007
Rádio Graciosa