
Na Graciosa existe um enorme número de ratos, situação que tem vindo a piorar especialmente nos últimos três anos.Os agricultores começam a sentir os prejuízos da infestação de ratos, nomeadamente nas rações e máquinas de ordenha, para além do medo de contrair a leptospirose, uma vez que no caso especial da ordenha do leite, a maioria do trabalho é feito à mão e mesmo recorrendo às luvas poderá sempre haver algum contacto com a urina dos ratos.
José Lúcio Veiga, agricultor, falou à Rádio Graciosa do que constata todos os dias quando chega aos seus prédios e do medo de contrair inocentemente esta doença, que poderá também ser contraída pelos próprias vacas, porque ingerem ração que poderá ter sido contaminada pelos ratos antes de consumida.
O que estará a levar a esta situação, pode ser o facto do raticida ter deixado de ser vendido quase gratuitamente pelos Serviços Agrícolas, pois este produto encontra-se à venda no comércio graciosense a cerca de 5 euros o quilo, o que é muito caro para quem precisa de grandes quantidades para conseguir fazer desratizações nos seus prédios.
José Lúcio Veiga, defende mesmo que as entidades deveriam realizar mais desratizações por ano e em épocas melhor escolhidas de modo a tornar a sua acção mais eficaz, sabendo-se que os meses de Novembro e Março poderão ser os mais indicados para estas iniciativas.
Uma situação preocupante, que está a fazer crescer o sentimento de medo para quem trabalha na agricultura.
José Lúcio Veiga, disse à Rádio Graciosa, que aos agricultores não tem sido, até agora, dadas respostas positivas, confirmando que já se dirigiu à Câmara Municipal, que o remeteu para os Serviços Agrícolas, que por sua vez remetem para a edilidade.
Enquanto se faz o jogo pingue-pongue sobre responsabilidades, recordamos que no início deste mês um graciosenses morreu vítima de leptospirose.



quinta-feira, novembro 29, 2007
Rádio Graciosa