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Rádio Graciosa


17 setembro 2007

Qualificação e criação de emprego devem caracterizar os impactos do Rendimento Social de Inserção

O secretário regional dos Assuntos Sociais, Domingos Cunha, confirmou, que nos Açores existem, actualmente, 4.916 agregados familiares que, ainda, são apoiados pelo Rendimento Social de Inserção (RSI).
O secretário regional, que falava na sessão de abertura do Fórum Comemorativo dos 10 anos do RSI, acrescentou que, ao longo da primeira década de vigência daquele apoio social, cerca de 11 mil açorianos saíram do sistema, em face de novas e melhores condições económicas e sociais, o que corresponde a cerca de 2.930 famílias.
Para Domingos Cunha, a avaliação dos primeiros 10 anos de RSI não poderá nunca ser vista, somente, pelo saldo entre quantas pessoas entraram ou saíram daquela medida mas, essencialmente, pelas potencialidades da mesma para os beneficiários que dela usufruem ou já usufruíram.
Após 10 anos de um caminho já percorrido, Domingos Cunha, referiu que importava, agora, preparar para uma nova etapa, que deverá continuar a incidir na melhoria e procura de novas metodologias, que realcem as capacidades das famílias e não apenas as suas necessidades, e na multidimensionalidade e integração das soluções que promovam a participação como um vector fundamental da cidadania e, acima de tudo, que sejam processos sustentáveis tendo por base a formação contínua, a qualificação e a criação de emprego.
A esse respeito, o Governo dos Açores entende que a rapidez na aprovação da medida, o carácter regular das prestações, a garantia de formas de vida com o mínimo de qualidade, as melhorias ao nível das competências pessoais e sociais, o aumento da auto-estima, a motivação para o trabalho e outros impactos benéficos nas áreas da habitação, educação, saúde e sócio-profissional serão, certamente, condições necessárias, mas não suficientes, para potenciar uma integração sustentável.

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