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Rádio Graciosa


19 setembro 2007

Governo "assume o seu fracasso" ao fazer promessas para 2009

O líder parlamentar do PSD/Açores considerou ontem que as promessas feitas recentemente pelo governo regional para a próxima legislatura são uma "forma ardilosa de assumir o seu fracasso". "Se o governo acredita que os fumos da ilusão e da propaganda podem distrair e enganar os açorianos, também sabe que tudo isto é apenas uma forma ardilosa de assumir o seu próprio fracasso", afirmou Clélio Meneses, numa declaração política feita na Assembleia Legislativa dos Açores. Segundo o líder parlamentar social-democrata, o executivo socialista "promete para 2009, aquilo que não foi capaz de cumprir, ou não soube resolver em 2005, 2006, 2007 e já se apercebeu que nem em 2008 consegue lá chegar". Para Clélio Meneses, se o governo regional "tivesse cumprido o que os açorianos dele esperavam, não tinha a necessidade de dizer que só vai cumprir daqui por alguns anos".O presidente da bancada do PSD/Açores salientou que o governo do PS, "porque sabe que falhou no apoio aos idosos, afirma que para o próximo mandato irá ter mais atenção com esta parcela fundamental da nossa sociedade". "Porque sabe que falhou num sector fundamental como a Educação, onde temos os maiores níveis de insucesso escolar, promete manuais escolares gratuitos para daqui a uns tempos, e porque sabe que falhou na Saúde, onde cerca de 80 mil açorianos não têm médico de família e muitos desesperam nas listas de espera por consultas e cirurgias, vai prometendo que para o próximo mandato vai melhorar", disse. Para o líder parlamentar do PSD/Açores, estes são exemplos que mostram que "este governo já está cansado, usado, recauchutado, já perdeu a sua validade".De acordo com Clélio Meneses, "as obras devem servir as pessoas, mas o que falta é o essencial: políticas que façam com que as pessoas vivam melhor, que tenham melhor saúde, melhor educação, que ganhem mais, que paguem menos". "Nos Açores como se vê e sente, o custo de vida é o mais elevado, os ordenados são mais baixos, os índices de desenvolvimento demonstram que vivemos pior, porque faltam políticas de saúde, de fixação de população, de transportes, de educação, de emprego, de criação de riqueza", afirmou.

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