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Rádio Graciosa


14 junho 2007

Serviço Regional de Saúde vai comparticipar deslocação de mulheres para interrupção voluntária da gravidez

O presidente do Governo dos Açores garantiu que o Serviço Regional de Saúde (SRS) vai apoiar a deslocação ao exterior de mulheres que não possam realizar, na sua área de residência, a interrupção voluntária da gravidez, nos termos da nova legislação.
Interrogado pelos jornalistas sobre as soluções que serão adoptadas no caso dos médicos dos hospitais açorianos pediram o estatuto de objectores de consciência para se negarem a realizar intervenções dessa natureza, Carlos César assegurou que se as unidades do SRS não derem a "resposta adequada a essas situações", às mulheres que pretendam interromper a gravidez, nos termos da lei, serão aplicadas as regras previstas para apoio a doentes deslocados.
Com apoios do Serviço Regional de Saúde, serão assistidas em unidades do País creditadas e habilitadas para o efeito, acrescentou o chefe do executivo.
Questionado sobre a possibilidade de assistência em hospitais de outra ilha que não a da sua residência, Carlos César explicou que a condição de "deslocado" se aplica, também, a todas as pessoas que precisem de recorrer a apoio de unidades hospitalares não localizadas na área do respectivo domicílio.
O presidente do Governo comentou, ainda, não ser nova a situação com que foi confrontado pelos jornalistas, recordando que se referiu a tal matéria na sequencia do referendo que conduziu à aprovação da nova lei da interrupção voluntária da gravidez.

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