Luís Henrique Silva, deputado social-democrata, discursou no último plenário da Assembleia Regional, sobre o cartão de utente. O deputado começou na sua intervenção, por fazer uma reprostectiva histórica dos factos que levaram ao lançamento do cartão. Assim, em 1998, o Presidente do Governo Regional assegurou que ia "ser lançado em breve nos Açores o cartão do utente", especificando "tratar-se de um pequeno cartão magnético que inclua toda a informação necessária, dispensando as credenciais usadas actualmente para comprovar o rendimento do utente ou a taxa percentual de comparticipação na aquisição de bens e serviços".Em 2003, passados cinco anos, o Governo Regional publica a portaria que criava o cartão do utente do Serviço Regional de Saúde (S.R.S.).
Já no início de 2005, ou seja, passados sete anos, começaram a ser criados os primeiros cartões, que para espanto dos utentes do S.R.S, não mostraram qualquer utilidade. Junto a esse cartão vinha um ofício que dizia, "Este cartão permite a sua rápida e precisa identificação perante o seu centro de saúde, o hospital, a farmácia e outras instituições prestadoras de cuidados, facilitando assim a acessibilidade aos cuidados de saúde em todo o território nacional. Assim, deixa a partir de agora de haver qualquer desculpa para não ser convenientemente atendido em qualquer serviço ou instituição de saúde do País", e citamos.
Luís Henrique responsabiliza o governo regional por esta situação, deixando o exemplo dos mecanismos de leitura óptica dos cartões, que ainda não forma adquiridos e que o Governo sabia, desde o início, serem necessários. O deputado foi mais longe e lembrou o Governo, de que quem apresentar cartões nos vários locais acima mencionados, estes não serão aceites, levando a que aos utentes, não podendo utilizar o cartão, tenham de pagar as despesas na totalidade.



quinta-feira, junho 14, 2007
Rádio Graciosa