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Rádio Graciosa


01 agosto 2023

José Ávila alerta que Governo Regional exclui armadores Açorianos do acesso aos fundos do novo POSEI/Pescas

O PS denunciou esta segunda-feira que o Governo Regional (PSD, CDS/PP, PPM, com o apoio da IL e do Chega, excluiu os armadores Açorianos do acesso aos fundos do novo POSEI/Pescas.

José Ávila explicou que o Governo Regional lançou uma portaria, que define o regime de Compensação dos Custos Adicionais para os Produtos da Pesca dos Açores onde, devido a uma disposição transitória, “são excluídos muitos armadores Açorianos que, ao contrário do que acontece na Madeira e no Continente, ficarão sem receber os montantes devidos do POSEI/Pescas dos últimos dois anos”.

O deputado socialista entregou um requerimento, assinado conjuntamente com o deputado Mário Tomé, no qual os socialistas exigem esclarecimentos ao Governo Regional sobre esta situação “grave e discriminatória”, que “afeta fortemente a sustentabilidade do setor das Pescas nos Açores”.

José Ávila destacou que esta “má decisão do Governo” é “mais uma que acumula ao quadro em que o Governo Regional dos Açores, por dificuldades financeiras ou por falta de competência, tem deixado o setor pesqueiro completamente condicionado”, seja na sua “gestão diária, seja nos investimentos futuros”.

Lembrando os constrangimentos resultantes da guerra na Ucrânia e a escalada da inflação, aliados à escassez de matérias-primas, José Ávila recordou que “têm provocado desequilíbrios na gestão das pescas nos Açores”, uma vez que os armadores Açorianos se veem “obrigados a investir muito mais nos apetrechos de pesca, no combustível e seus derivados para garantir o normal funcionamento da frota”.

No Requerimento, os socialistas querem também saber se o Governo Regional informou, antecipadamente, os armadores de pesca, quando demonstraram a intenção de procederem ao abate, venda ou afretamento da sua embarcação que “seriam prejudicados no novo POSEI/Pescas caso não tivessem a licença de pesca em seu nome no momento da candidatura” e “se tem consciência desta desigualdade de tratamento, quando se compara este regulamento com o da Madeira e o do Continente”.

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