Um grupo de cidadãos, insurgiu-se contra a forma como estão
a ser realizadas as obras da Proteção da Muralha da Praia.
Na Sexta-feira, iniciou-se uma mobilização de pessoas, na
sua maioria residentes de São Mateus, que entendem que as obras que estão a ser
realizadas, tem uma volumetria excessiva para aquela zona.
No Sábado, decorreu uma manifestação para impedir que mais
pedra fosse colocada no lugar e na tarde de Domingo, decorreu uma sessão
pública de apresentação do projeto e de troca de ideias com os cidadãos.
À Graciosa, deslocou-se um técnico da Direção Regional dos
Assuntos do Mar, que esclareceu que o projeto foi criado tendo em conta a preocupação com a fragilidade da muralha, confirmada por um relatório do
Laboratório Regional de Engenharia Civil.
O objetivo da obra é a proteção da muralha, pessoas e bens,
que segundo os cidadãos, é de extrema importância, no entanto defendem uma solução
menos volumosa, que permita que a zona de areal continue a crescer até à rampa.
Os presentes na sessão apresentaram várias alternativas,
que segundo o técnico da DRAM vão ser analisadas, de forma a encontrar um consenso.
Linda Moniz, representante do grupo, mostrou-se satisfeita
com a forma ordeira e sem envolvência de politica ou partidos, pois o objetivo
é impedir que se faça uma obra, que mais tarde se veja que não foi a melhor.
Mostrou-se ainda satisfeita com a abertura por parte do governo e com o papel
da Junta de Freguesia, que foi fundamental ao dar seguimento às preocupações da
população.
Manuel José Ramos, Presidente da Junta de Freguesia de São
Mateus, afirmou que todas as iniciativas dos cidadãos são bem vindas, sendo
importante a participação destes, na resolução dos problemas da freguesia.
Na Quinta-feira, decorrerá uma reunião de obra, na Junta de
Freguesia de São Mateus, em que serão apresentadas já algumas possibilidades de
alterações do projecto.


segunda-feira, abril 01, 2019
Rádio Graciosa


