Debater as problemáticas das
pescas é sempre uma questão oportuna e de relevante interesse para os Açores,
porque estamos a falar de um sector que é responsável por cerca de 20% das
nossas exportações e representa mais ou menos 5% da população ativa da Região.
No Plenário desta semana, as
pescas foram objeto de uma interpelação ao Governo. Foi, de facto, uma
excelente oportunidade para reunir contributos para a política de pescas dos
Açores.
É conhecida a crise que tem
afetado o sector nestes últimos três anos, sobretudo devido à escassez do atum
nos mares dos Açores. Veja-se que em 2012 o atum representava 42% do total de
capturas, em 2013 era de 33%, em 2014 baixou para 17% e em 2016, até agosto, o
atum representou apenas 9% das capturas descarregadas nos portos dos Açores.
Outro fator que está a ditar esta
redução nas capturas prende-se com a abrupta redução da quota do goraz que
implicou algumas medidas, nomeadamente a sua gestão por ilha e um defeso no
período da desova.
No entanto, neste Plenário não surgiram
propostas para ajudar a resolver esta situação. Apenas o bota abaixo do costume
e nada de contributos.
O PSD, neste debate, perdeu a
oportunidade, quiçá a última antes das eleições, de escrever algumas propostas
sobre pescas nas páginas em branco do seu documento orientador para a
elaboração do programa de governo, que nada diz sobre este importante sector,
ou acrescentar alguma coisa às duas estafadas propostas que se encontram no seu
site.