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Rádio Graciosa


30 julho 2012

Governo Regional “fez baixa política” com meios institucionais


O PSD/Açores considerou sexta-feira que o governo regional fez “baixa política” através “de uma carta enviada aos beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) em que, de forma grosseira, culpabiliza o governo da República pela redução do valor da prestação do RSI de alguns daqueles beneficiários na Região”.

Segundo o deputado João Bruto da Costa, trata-se de uma atitude “reprovável e de política rasteira, que utiliza os meios públicos da região para fazer campanha contra o governo da República”, explica, adiantando que “as recentes alterações ao RSI visaram uma distribuição mais justa e equitativa daquele apoio social que, é bom lembrar, se trata de uma medida transitória no combate à pobreza”.

“Infelizmente nos Açores, devido à inação e ao laxismo do governo do PS, o RSI vai passando de geração em geração, sem que haja uma verdadeira vontade política em libertar da pobreza aqueles que, circunstancialmente, se deparam com situações de carência extrema”, frisou o social-democrata.

João Bruto da Costa adianta que, “com as alterações introduzidas, por exemplo, quem tem 100 mil euros no banco não continua a beneficiar de um apoio à pobreza, reduzindo-se esse valor para 25 mil euros”, da mesma forma que se promove “uma abordagem mais eficaz dos contratos sociais, visando a busca de emprego e de formação profissional por parte dos beneficiários que tenham condições para trabalhar ou para melhorar as suas qualificações”, acrescenta.

“O governo regional apenas revela uma reação com dois pesos e duas medidas”, salienta o parlamentar, lembrando que, “em finais de 2010, durante o governo de Sócrates, 8500 crianças dos Açores deixaram de receber abono de família, e as que continuaram a receber viram o apoio reduzido em cerca de 25%. Então não se assistiu por parte do governo Regional a qualquer remessa de cartas aos beneficiários, culpando o seu camarada da República”, afirma.

“Agora, e com esta carta de baixa política, que tem o cunho institucional da Região, o governo tenta desculpabilizar-se por os Açores continuarem a ser a região do país com maior taxa de incidência do RSI, muito acima da média nacional, sendo também a que tem os mais altos índices de pobreza persistente, sem que o governo regional tenha promovido uma verdadeira política social de redução do fenómeno”, sublinha João Bruto da Costa.

O deputado diz ainda que “durante o ano em curso, e até ao final de maio, todos os dias, 16 açorianos requereram o benefício do RSI, tendo o número de beneficiários entre maio de 2011 e maio deste ano aumentado à razão de 9 por dia”, avançando que “as recentes alterações ao RSI permitirão ao Estado poupar cerca de 70 milhões de euros, verba que irá descongelar as pensões sociais, rurais e pensões mínimas o que, também por conveniência eleitoral, é esquecido pelo governo dos Açores”, concluiu.

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