José Correia Pestana, nasceu em
Santa Cruz da Graciosa a 11 de Agosto de 1917. Nasceu no seio de uma família
dedicada à agricultura e assim manteve-se ligado a esta atividade toda a sua
vida.
José Pestana exerceu a atividade
de tanoeiro e agricultor durante alguns anos em simultâneo, e foi através do seu
pai que teve o primeiro contato com as debulhadoras mecânicas e assim surgiu o
seu interesse pela maquinaria agrícola.
Já era um homem casado quando
decidiu emigrar para os EUA, Califórnia, onde residiu e trabalhou por
relativamente pouco tempo.
De volta à Graciosa depois desta
passagem por outras terras, manteve-se na agricultura e decidiu inovar.
José Correia Pestana, mais
conhecido pelos graciosenses como “José Rato” foi o grande impulsionador e
sócio gerente da então Sociedade Graciosense de Debulhas Ldª, registada
oficialmente em cartório em 11 de Setembro de 1957.
Do património desta sociedade
constava originalmente duas debulhadoras e um trator, pago então com as cotas
dos 51 sócios que a compunham. O primeiro trator que existiu na Graciosa
pertenceu a esta sociedade e servia apenas para puxar as debulhadoras e nunca
chegou a ser utilizado para lavrar a terra.

A compra destes equipamentos foi
um desafio, pois o seu transporte até à ilha Graciosa era muito complicado,
atendendo a que os portos não tinham os meios necessários para o desembarque
destes equipamentos. Muitas dificuldades tiveram que ser superadas e
aconteceram pequenos acidentes, tendo numa ocasião José Pestana partido um
braço.
Esta sociedade para além de efetuar
naquele tempo os importantes trabalhos de debulha dos cereais, procedia também
ao aluguer de tratores agrícolas, numa altura em que não se ouvia falar em
subsídios governamentais para fomentar a mecanização agrícola. Esta Sociedade viria
a terminar nos meados dos anos oitenta, altura em que José Pestana se reformou.
Manteve-se no entanto sempre na
agricultura e foi dos últimos graciosenses a cultivar cereais.
Para além da Sociedade
Graciosense de Debulhas, José Correia Pestana sempre apreciou a mecanização agrícola
tendo adquirido uma das poucas ceifeiras mecânicas que trabalharam na ilha, na
ceifa do trigo e cevada.
José Correia Pestana faleceu a 4
de Março de 2004, vítima de doença súbita, tinha na altura 87 anos.
Um Graciosense Notável que teve
sem dúvida um papel marcante na história da agricultura graciosense e a quem a
Rádio Graciosa presta homenagem.


sexta-feira, junho 15, 2012
Rádio Graciosa