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03 setembro 2012

Conversas de Fora para o Centro do Mundo, intitulado “Magreb” são da Responsabilidade de Carlos Vargas

No final do nosso noticiário, apresentamos na nossa antena, Conversas de Fora para o Centro do Mundo intitulado “Magreb” da Responsabilidade de Carlos Vargas.
Poderá também consultar em som em www.radiograciosa.com

30 agosto 2012

Artigo de opinião intitulado “ Tal Como o Tempo ” é da responsabilidade de José Ávila


Os Açorianos sempre estiveram atentos às questões ligadas à meteorologia. Podemos mesmo dizer que em cada Açoriano há também um meteorologista, tão habituados que estamos a acompanhar o tempo nas nossas ilhas. Dão-se palpites, indica-se quando roda o vento, conclui-se quando é que o tempo vira. Quem por cá por vive sabe muito bem que as alterações da natureza são rápidas e cíclicas.

É também conhecido que quando o tempo começa a piorar no Corvo ou nas Flores, mais dia, menos dia haveremos de levar com a nossa parte. É por isso que os Açorianos ficam colados ao televisor, à espera de “O tempo” na RTP-Açores e avaliam o que está a acontecer por lá para perspetivar o dia seguinte. É uma situação que acontece vezes sem conta.

Neste momento em que se aproxima o final do prazo para a entrega das listas de candidatos às próximas eleições regionais saem notícias, primeiro dos cabeças de lista e depois de toda a sua constituição.

Algumas vezes somos surpreendidos com os nomes de pessoas que nem vivem nos círculos eleitorais por onde concorrem, o que, quanto a mim, não contribui para a credibilização da política.

Mas a notícia mais inesperada foi a de que o PSD não consegue fazer uma lista que concorra pelo círculo eleitoral do Corvo.

É estranho um partido, que se constitui como alternativa de poder e se autointitula como um partido de implantação regional, não conseguir, junto do seu eleitorado daquela ilha, fazer uma lista para concorrer por aquele círculo eleitoral.

Mais estranho ainda é a solução que aquele partido arranjou: apoiar o líder do Partido Popular Monárquico, precisamente aquele que desalojou o PSD do panorama político daquela ilha, no que respeita às eleições regionais.

Tal como o mau tempo também a primeira derrota do PSD vem do ocidente.

Graciosa, 30 de agosto de 2012.

José Ávila


 

29 agosto 2012

O artigo de opinião intitulado “ Onde é que Vimos este Filme ” é da Responsabilidade de João Costa


O memorando de entendimento entre o Governo dos Açores e a República vem submeter a autonomia regional a um conjunto de deveres e regras que, pelo simples facto de não existirem até esta data, significam um abdicar de uma certa soberania que se vê machucada e violentada.

Um pouco à semelhança do que aconteceu com Portugal após o pedido de ajuda à Troika, foram muitos aqueles mais ligados às causas desse pedido de ajuda que vieram desvalorizar, diziam que se tinha conseguido um acordo que eram só vantagens, que eram rosas perfumadas, mas que depois de traduzido e relido, afinal eram mais os espinhos que o perfume das rosas!

Todos estão lembrados da declaração ao país de José Sócrates, primeiro ministro que levou Portugal à humilhação, após ter assinado o acordo de resgate, todos recordam a persistente vontade em dizer que estava tudo bem e que graças ao seu Governo as coisas ainda eram melhores.

Todos também sabemos que nada disso era verdade, e que o país teria de sujeitar-se a condições muito duras para pagar as suas dívidas.

Agora assistimos ao mesmo filme, numa versão açoriana, mas com o mesmo denominador comum.

E o que têm em comum a situação vivida com o resgate de Portugal e agora com o resgate dos Açores é o mesmo discurso de desvalorização, o mesmo, "está tudo bem", e os mesmos a dizê-lo, mesmo sabendo que ninguém acredita!

Ainda há poucos dias foi a vez do candidato do PS a dizer que "não se passa nada", "está tudo bem"! Até este acordo dos Açores com a República "defende a autonomia"!

Se já todos sabíamos que o slogan do PS com os dizeres: "defender a autonomia" era um pouco para encher a boca, agora temos a certeza que defender a autonomia parado PS, é mesmo só uma questão de conversa!

Ao fim ao cabo estamos perante dois momentos que em tudo são idênticos e que reflectem bem o ponto a que se chegou nos Açores!

Pede-se ao governo de Passos Coelho para nos salvar do incumprimento de uma dívida de 135 milhões de euros e andamos por aí a dizer que somos bons porque conseguimos pagar a dois bancos o que devíamos, nem que para isso tivéssemos de estender a mão a Lisboa e fossemos obrigados a contrapartidas!

Há realmente momentos em que parece que já vimos isto acontecer com outros e adivinhamos o resultado! Este é mais um desses momentos.

Muitos mais virão dizer o que disse o candidato do PS agora que ele deu o mote para a desculpabilização. E dirão que assim é que está bem feito e só não é melhor por culpa dos outros!

É um filme que se repete sem "suspense" e com um final já por muitos esperado!

 

23 agosto 2012

Artigo de opinião intitulado “ Sondagens e Outras Coisas Mais ” é da responsabilidade de José Ávila


Chegados a este período de pré-campanha eleitoral é habitual os partidos encomendarem sondagens para, a partir das suas conclusões, poderem ajustar estratégias, escolher candidatos ou mesmo reverter o modo de atuação junto das populações que servem.

Como se percebe este tipo de estudo pode, efetivamente, ser importante para os partidos políticos e para o sucesso de uma campanha eleitoral que todos querem que resulte numa vitória. É um instrumento que pode apoiar as lideranças e ajudar no planeamento das campanhas eleitorais.

O que já não é muito correto é o aproveitamento distorcido e malicioso que é feito de sondagens, invertendo resultados para daí poderem tirar algum proveito político.

Já em 2004 o PSD exibia uns papeletes afirmando ser detentor de sondagens que lhe davam cerca de 60% das intenções dos votos dos Açorianos. Embora coligado com o PP, estas forças políticas ficaram-se apenas pelos 36,8%.

Em 2008 o PSD repetiu a proeza e optou por atirar cá para fora novas sondagens que lhe davam uma vitória inequívoca. Uma vez mais enganaram-se, porquanto não passaram dos 30,3%.

Agora em 2012 o PSD tenta, a todo o custo, fazer passar a mensagem da existência de sondagens favoráveis, mesmo tendo conhecimento de que todas as que existem, as deles e as das outras forças partidárias, atribuem-lhe, mais uma vez, uma derrota.

Por aqui se vê que o PSD não aprendeu com o passado, com seria bom-tom. Teima em utilizar este tipo de estratégia de uma maneira arrogante como forma de adquirir algum balanço.

É apenas uma ilusão que não leva a nada, porque as eleições ganham-se nas urnas. Aquela que será a verdadeira sondagem só sairá no dia 14 de outubro e essa, com toda a certeza, não falhará.

Graciosa, 23 de agosto de 2012.

José Ávila

22 agosto 2012

O artigo de opinião de hoje intitulado “ O Rei Vai Nu ” é da Responsabilidade de João Costa


Foi preciso um Gordon e uns quantos meses de várias demonstrações de perturbação quanto à realidade economico-social, para o governo regional anunciar oficialmente que a república vai resgatar os Açores numa divída que vence e não há dinheiro para a pagar.

Meses e meses a fio a ouvir o vice-presidente do governo, responsável pelas finanças e, já agora, o "primeiro qualquer coisa" da campanha do PS para Outubro, a dizer que estávamos num oásis e que era o PSD sempre a lançar suspeitas, para agora se saber que foi preciso o governo de Passos Coelho vir em socorro dos Açores que não tinham 138 milhões para pagar uma dívida.

Há um nome que se chama a quem anda por aí a fazer-se grande, a dormir em suites e a viajar à grande, mas que não tem dinheiro para pagar as dívidas que fez para sustentar os seus comportamentos! Fica ao critério de cada um o nome para quem assim procede!

Há, porém, uma certeza no meio desta coisa do PS andar às voltas para chamar todos os nomes a uma coisa que é um resgate financeiro! Não querem que os Açorianos saibam a verdade! Dizem e prometem tudo para que não se saiba o desastre em casa de quem tem de cravar o vizinho para pagar a conta do banco, e depois anunciam desgraças com o fim do seu poder.

São muitos os que já foram abordados pela campanha de mentiras sobre a esperada vitória de Berta Cabral e do PSD nas eleições de Outubro, são mentirinhas, que rodam de boca em boca para intimidar! Já todos estão atentos mas é bom que se relembrem de outras campanhas, em que o lema era sempre o mesmo: "agora é que vai ser!" E ficou sempre para a próxima! No fundo, é como pedir dinheiro para pagar dinheiro emprestado. Não se fica mais rico nem com mais dívida, mas fica-se a perceber que não se conseguem cumprir compromissos assumidos e só o auxílio externo salva a honra do convento.

O PS Açores ainda teima em desresponsabilizar-se dos problemas e em desvalorizar a gravidade e o momento difícil de muitos desempregados e de muitos jovens que só precisam de uma oportunidade mas que os poderes do sistema de governo, de alguns socialistas dos Açores, acabam por recusar, ora por não terem já o ânimo nem as respostas, ora porque apenas se querem agarrar ao poder à custa de vender ilusões, contar umas mentirinhas, ou colocar uns cartazes de obras não executadas. É a chamada "renovação" de promessas, só que agora é à custa de um resgate de dívidas!

Na versão popular do conto "O Rei vai Nu", de Hans Christian Andersen, no final, o rei encolhe-se de vergonha. E nem consta que o reino se tivesse a afogar em divídas ou a ser resgatado.

 

 

 

15 agosto 2012

O artigo de opinião de hoje intitulado “ O Cartaz da Poça das Salemas ” é da Responsabilidade de João Costa


O Governo dos Açores fez colocar junto à "poça das salemas", na baía da Barra, um cartaz com 8 metros por 3 com a seguinte inscrição: "Contrucão da Marina da Barra, requalificação da envolvente".

No referido cartaz está também desenhada uma marina de apreciável dimensão!

Já não é a primeira vez que este Governo coloca cartazes a anunciar obras que não fez em vésperas de um acto eleitoral. Aconteceu exactamente o mesmo com um cartaz colocado junto ao matadouro e que foi retirado logo após as eleições. Todos se lembram disso e já ninguém se surpreende com esta politiquice.

A colocação de um cartaz a anunciar a construção de uma obra de grande envergadura a dois meses de eleições, sem sequer ter sido lançado o concurso, só pode significar duas coisas: primeiro uma grandessíssima falta de vergonha e desrespeito pelos cidadãos, e depois um grande desespero eleitoral para tentar capitalizar algum voto mais distraído!

Ainda que se lançasse já o concurso para a construção de uma "Marina da Barra", esse processo nunca estaria concluído antes do final da legislatura, significando isso que se trata apenas de uma manobra eleitoral da mais pura falta de respeito querendo passar por tolos toda uma ilha.

Um amigo dizia-me há dias que a colocação daquele cartaz queria apenas dizer que "pensam que são os únicos discretos e que os outros são todos tolos" - boca santa!!!

Mas é mesmo assim que vai andando esta pré-campanha eleitoral. Tentando enganar e pensando que anda tudo distraído!

Já aqui tinha dito que com o aproximar das eleições o PS iria dizer tudo e mais alguma coisa para se tentar manter no poder, exercendo-o para servir os seus interesses. É o próprio PS que, com a sua campanha de habilidades e mentirinhas vai tentando enganar as pessoas, mas não é todo o PS, é o PS de alguns, dos mesmos de sempre.

Num autêntico desmando governativo colocam cartazes de aldrabice eleitoral, lançam boatos dizendo que vai acabar o cheque pequenino quando a verdade é que PSD já quis aumentar esse apoio aos idosos no ano passado e foi o PS que chumbou essa proposta.

Muito mais se ouvirá e muitas mais mentiras irão dizer para diminuir o peso da vitória de Berta Cabral. Cá esperamos o cartaz do novo matadouro e mais umas mentirinhas para enganar e meter medo.

As pessoas já não vão nesses jogos e nessa conversa! Os Açores reclamam mudar e quando assim é nada fará com que a vontade dos açorianos seja alterada por quem apenas quer que fique tudo na mesma!

08 agosto 2012

O artigo de opinião de hoje intitulado “ Saúde Mudar para Melhorar ” é da Responsabilidade de João Costa

Já não passa despercebido a ninguém e é motivo de preocupação para qualquer Açoriano.
Trata-se da dívida do serviço regional de saúde que foi motivo de reportagem de um jornal nacional.
O PS trouxe em 2008 para o Governo um gestor da Saudaçor. Não terá sido por prémio pela gestão daquela empresa, mas mais pela confiança política que o actual Secretário Regional mereceu por parte do PS Açores e, decerto, por corresponder às directivas dadas pelo Governo.
Desde então a gestão do Serviço Regional de Saúde entrou em roda viva com problemas financeiros e dividas a acumularem-se.
A dívida da saúde dos Açores atinge já mais de mil milhões de euros, o que equivale a um terço do total da dívida da saúde a nível nacional e atira o valor por cada açoriano para 14 vezes superior ao valor por cada cidadão do continente.
Têm sido várias as peripécias dos últimos anos na gestão da saúde nos Açores. São as multas do tribunal de contas aos gestores das unidades de saúde, é a sub-orçamentação, são os concursos de pessoal com muita polémica, são as nomeações e as exonerações, são as dívidas às farmácias e fornecedores, são um sem número de queixas dos utentes, são as queixas de funcionários e colaboradores, são as criticas de médicos e enfermeiros que vão sofrendo às mãos do sistema, são as contratações políticas, são a falta de medicamentos ou materiais, são as recusas de tratamento por dívidas dos hospitais, etc, etc.
Mas, sobretudo, são os doentes que sofrem pelo desnorte em que se tornou a política de saúde nos Açores, e apesar do Governo passar a vida a dizer que tudo tem sido em benefício dos Açorianos, a verdade é que cada vez chegam mais queixas desses mesmos Açorianos.
A situação é caótica como se percebe pelo avolumar de problemas. E não está do lado do PS Açores encontrar resposta que corrija os erros do seu passado.
Em Outubro os Açores devolvem aos Açorianos a escolha do seu destino e de quem querem ver no Governo Regional.
Cabe aos Açorianos e, desde logo, também aos Graciosenses, fazer a sua escolha. Querem que tudo fique como está, com tendência para piorar, ou querem mudar o actual estado de coisas?
A verdade é que para mudar não se pode escolher quem nos governa há já 16 anos e se candidata a 20 anos de poder!
A verdadeira mudança, aquela que também necessitamos na administração da saúde para melhoria da prestação de cuidados de que os Açorianos necessitam, passa por mudar de Governo, passa por quem tenha uma nova forma de encarar os problemas e de apresentar soluções para os resolver. A escolha é de todos e só votando é que participamos nessa escolha!

06 agosto 2012

Conversas de Fora para o Centro do Mundo, intitulado “ A dissolução da Europa ” é da Responsabilidade de Carlos Vargas


No final do nosso noticiário, apresentamos na nossa antena, Conversas de Fora para o Centro do Mundo intitulado “ A dissolução da Europa” da Responsabilidade de Carlos Vargas.

Poderá também consultar em som em www.radiograciosa.com

Comentários da semana com Maria Conceição Cordeiro


No espaço de comentários de hoje, a nossa convidada é Maria Conceição Cordeiro.

As principais notícias da semana passada serão analisadas a partir das 17h30.

26 julho 2012

Artigo de opinião intitulado “ O Abandono ” é da responsabilidade de José Ávila


O abandono

Berta Cabral finalmente anunciou que vai renunciar ao mandato como presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada no final deste mês de julho. Foi um gesto que se adivinhava difícil, mas lá chegou há sua hora. Esta notícia, já esperada, vem repor alguma normalidade naquela edilidade, pois as ausências da sua presidente eram demasiado evidentes e cada vez mais demoradas, para se dedicar quase em exclusividade à sua candidatura a presidente do Governo Regional.

Mas, de facto, este abandono da maior autarquia dos Açores já não é de agora. Em boa verdade tem sido o vice-presidente a liderar informalmente a autarquia, com todos os inconvenientes que essa indefinição acarreta, por isso é correto inferir-se que Berta Cabral afinal já há muito tempo tinha abandonado a Câmara Municipal de Ponta Delgada e os pontadelgadenses.

Esta estratégia de se manter a todo o custo e até quase ao limite poderá, de certo modo, ter sustentado a constante aparição na comunicação social da sua presidente e candidata, que, como se sabe, gosta de juntar esta faceta mais vistosa da política a outras mais inusitadas: a da promessa fácil e da satisfação de descontentamentos.

No fundo este comportamento de se agarrar à cadeira do poder foi notoriamente prejudicial ao seu concelho, pelas razões óbvias que estão à vista de todos e ainda por ter feito da Câmara Municipal do seu concelho um posto de comando avançado de oposição ao Governo Regional. Este voltar de costas constituiu um prejuízo evidente para a população.   

Não há qualquer dúvida que a Câmara Municipal de Ponta Delgada foi usada por Berta Cabral, de forma abusiva, para satisfazer a ambição pessoal e política de chegar ao Governo Regional.

Graciosa, 26 de julho de 2012.

José Ávila

25 julho 2012

O artigo de opinião de hoje intitulado por “A dependência Eleitoral do RSI ” é da Responsabilidade de João Costa


As recentes alterações ao RSI levaram o Governo Regional a declarações inseridas na sua habitual campanha de confusão sobre este apoio social.
Diz o governo que com estas alterações vão aumentar os pobres nos Açores! Como se os que recebem RSI não fossem os mais pobres dos pobres, e esquecendo que esta medida deve ser transitória no combate à pobreza!
É bom lembrar que as mais recentes alterações ao RSI entraram este mês em vigor e que sempre que ocorreram alterações à medida os socialistas também se queixaram de que o RSI ia ser retirado a um sem número de beneficiários tendo, invariavelmente, acontecido sempre o contrário.
A realidade do RSI diz-nos que desde que esta medida foi criada os Açores foram sempre a região com maior taxa de incidência, muito acima da média nacional.
É também importante referir que só no último ano, nos Açores, todos os dias foram acrescentados nove novos beneficiários ao RSI. E convém lembrar que este ano de 2012 (até Maio), todos os dias, 16 açorianos requereram o benefício deste apoio social.
O problema dos Açores não é indiferente a que o RSI tem sido usado como forma de manter dependências e de assegurar resultados eleitorais. Muito à custa da intimidação dos beneficiários e de campanhas de desinformação, fazendo crer que a manutenção daquele apoio social depende exclusivamente do poder socialista!
A verdade é bem diferente.
O RSI é um apoio essencial no combate à pobreza extrema, mas é também uma medida de transição cujo sucesso está intimamente ligado em os seus beneficiários se libertarem da necessidade de o receberem. Ou seja, o RSI para ser verdadeiramente eficaz, deve almejar que os beneficiários conseguem adquirir competências e progressos socioprofissionais que levam a que deixem de precisar dele.
É por demais evidente que nos Açores não se conseguem resultados verdadeiramente sociais com a aplicação da medida porque, por parte do Governo, não há a vontade de criar condições para fazer a transição de uma situação de pobreza para uma situação de independência por parte dos beneficiários.
O Governo dos Açores gosta de manter os pobres nessa condição para, de quando em vez, estender a mão àqueles que não têm opção a ter a mão estendida.
É este o vício que tem levado a uma pobreza persistente e a uma dependência sem alternativas.
Ao contrário do que diz o governo, não é uma mais justa atribuição do RSI que aumenta a pobreza. O que tem aumentado a pobreza é a vontade do Governo em manter uma dependência que passa de geração, sem tratar da realização profissional e pessoal desses Açorianos.

11 julho 2012

O artigo de opinião de hoje intitulado por “ Com estes preços é impossível ” é da Responsabilidade de João Costa

De visita ao site da SATA fiz um exercício de simulação do quanto custa uma viagem entre Boston, ou Toronto e a Graciosa durante as maiores festas da ilha que são as Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres.
Ainda que fosse à espera de encontrar preços quase proibitivos, fiquei surpreendido pelo exagero do custo de uma passagem na SATA para que quem vive nos Estados Unidos ou no Canadá, venha matar saudades à ilha Graciosa.
E o que me foi apresentado foi isto: uma passagem na SATA entre Boston e a Graciosa para o segundo fim-de-semana de Agosto custa 1500,59 euros, já se for com partida de Toronto é um pouco mais barata, são 1417,14 euros.
Com estes preços é preciso uma família de imigrantes ter mesmo muitas saudades e bastante dinheiro para visitar a sua terra, senão vejamos: Fiz uma busca do preço de uma viagem entre Boston e Honolulu, no Hawai, e o preço da passagem para as mesmas datas que pesquisei para a Graciosa era de
785,02 euros, ou seja, metade do preço da viagem para os Açores. Depois há mais um pequeno grande pormenor: A viagem entre Boston e Honolulu dura cerca de 10 horas, ao passo que entre Boston e os Açores não chega a 5 horas.
Isto é, uma viagem da SATA para metade da distância custa o dobro do preço!
Esta política da SATA está profundamente errada e esquece um mercado que é de extrema importância para os Açores e, desde logo, para as ilhas mais pequenas como a Graciosa. Depois há a questão do peso de bagagem permitido para S. Miguel e que não é permitido para a Graciosa tendo o passageiro que pagar excesso, numa clara discriminação daqueles imigrantes que procuram visitar as suas origens.
É necessário mudar esta visão que trata um mercado tão importante como é o da saudade desta maneira. É fundamental perceber que os nossos imigrantes são possivelmente os melhores turistas que recebemos nas nossas ilhas. Seja porque sempre gastam mais do que um qualquer turista continental ou estrangeiro, seja porque investem na sua terra comprando imóveis ou simplesmente assegurando a sua manutenção, seja porque, de facto, gastam com prazer em convívio com os amigos de sempre e os familiares que os acolhem!
Quando andamos às voltas à procura de mercados emissores de turistas, a "nossa" SATA trata o mercado da saudade e os nossos imigrantes com desleixo e abusando nos preços das viagens. Se pensarmos na oferta que um residente em Boston ou em Toronto tem ao seu dispor e os preços atractivos para consumir esses produtos turísticos como ir ao Hawai, facilmente percebemos mais este erro de quem não percebe a importância daqueles que muito gostariam de voltar à sua terra!

28 junho 2012

Artigo de opinião intitulado “ Visita com Frutos ” é da responsabilidade de José Ávila


O Governo dos Açores terminou, na passada semana, mais uma visita estatutária à Ilha Graciosa

Esta visita assume caraterísticas especiais por ser a última do atual mandato. Apesar disso acho que esta obrigação estatutária foi muito positiva para a Graciosa e para todos os Graciosenses.

A inauguração de um novo Centro de Saúde foi, sem dúvida, o ponto alto desta visita de Carlos César e do seu governo. O moderno edifício, capaz de proporcionar um serviço de melhor qualidade e com melhores condições para os profissionais e utentes, tem o dobro da área do anterior e respeita as normas internacionais para edificações desta tipologia.

Depois foi a vez de ser inaugurado o novo Centro de Processamento de Resíduos, obra que irá contribuir, e muito, para a qualidade ambiental desta ilha que foi reconhecida, em 2007, como reserva da biosfera. A partir de agora vai ser possível selar as lixeiras a céu aberto e o aterro sanitário construído mesmo à beira do aeroporto. Este investimento irá permitir a exportação de 75% dos resíduos, enquanto o restante irá ser reaproveitado.

Enquanto por esse país fora são encerrados serviços da responsabilidade do governo de Passos Coelho, como aconteceu também na Calheta de S. Jorge, no Nordeste ou na Povoação, com o encerramento de serviços centrais, o Governo Regional aposta na aproximação da administração regional aos cidadãos. Por isso inaugurou mais um posto RIAC na freguesia da Luz, o terceiro a abrir nesta ilha, que irá proporcionar à população daquela freguesia o acesso a uma diversidade de serviços concentrados naquele local, incluindo a marcação de consultas médicas.   

O Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz foi também inaugurado depois de totalmente requalificado, com a remoção das barreiras arquitetónicas e dotado de equipamentos modernos que proporcionam uma melhor qualidade de vida aos seus utentes.

Foi inaugurado também um miradouro no caminho florestal da Caldeira, que irá aumentar a oferta turística. Foi também inaugurada a segunda fase do caminho agrícola Barreiro – Vales, um investimento há muito pedido pelos agricultores daquela zona.

Para além disso foram tomadas decisões importantes, com vista a reabilitar a Escola da Vila da Praia, melhorar as vias de comunicação, apoiar os espaços TIC, iniciar os procedimentos para o lançamento do concurso da Marina da Barra, reabilitar moradias para realojar famílias carenciadas, contratar mais um médico para o período do verão, implementar o serviço de enfermagem ao domicílio aos sábados, ajudar a Adega e Cooperativa na contratação de um plano financeiro para a execução do seu projeto de modernização, lançar a terceira fase do caminho agrícola Barreiro – Vales, entre outras.

É claro que a oposição apresenta reticências, diz sempre que só são promessas, mas o certo é que, apesar dessas dúvidas e desta sua visão distorcida, o Governo dos Açores continua a mostrar obra feita. É pena, mas é a vida.

Graciosa, 28 de junho de 2012.

José Ávila




  

  

07 junho 2012

Artigo de opinião intitulado “Cortar a direito ” é da responsabilidade de José Ávila



Cortar a direito

Foi estranho para muita gente acordar na passada segunda-feira e não ter na RTP Açores o Bom Dia do conhecido Pedro Moura, tal como foi também triste para muitos Açorianos deixar de poder ver o noticiário regional das 13 horas.

Esta é a demonstração de que o plano do ministro Relvas já está em andamento, sem dó nem piedade. É mesmo assim, cortar a direito sem preocupações com as obrigações de serviço público, nem com o interesse dos Açorianos. E, o mais grave, é que ninguém consegue explicar que ganhos financeiros se obtêm com esta alteração.

Curiosamente, hoje foi conhecido um estudo de opinião, elaborado pela Norma Açores, onde 79% dos inquiridos não concorda com a concentração da programação regional entre as 17 e as 23.30 horas.

O referido estudo, e passo a citar a nota do Gabinete de Apoio à Comunicação Social, “aponta também para uma clara adesão do público açoriano à RTP Açores, que surge em primeiro lugar em termos de notoriedade total (reconhecimento e visualização), com 85,5%, sendo igualmente o canal mais visto do Grupo RTP nos Açores; seguida da TVI com 79%, e da SIC com 75,3%, respetivamente. Dentro do universo RTP, a RTP/Açores é, não só o canal que merece maior reconhecimento dos açorianos (47,5% para a RTP/Açores contra 41,5% da RTP 1), como é também o que é visto com maior regularidade (37% para a RTP/Açores, 18% para o Canal 1)”, fim de citação.

Este estudo de opinião indica, também, que o programa Bom Dia, agora extinto ao abrigo da imposição desta “janela” da programação regional, era o programa mais visto pelos Açorianos, seguido do Telejornal. Mais palavras para quê…

O receio é que, impelidos por esta suposta concentração de meios e de recursos, frase muito em voga agora, se comece, devagarinho e à falsa fé – como aconteceu agora – a promover o esvaziamento, primeiro, dos correspondentes e, depois, dos centros de produção mais periféricos, em nome da economia de escala. Com este caminho poderemos estar a desenhar o fim desta estação que muito tem dado aos Açores e às suas gentes.

Às voltas com esta questão anda o PSD Açores, sem saber o que há-de fazer com este embaraço em que se meteu. E tudo porque o PSD Açores se quer dar bem com Deus e com o Diabo, o que, convenhamos, não é boa política.

Ponta Delgada, 07 de junho de 2012.

José Ávila



06 junho 2012

O artigo de opinião de hoje intitulado por “ A oportunidade do Mercado Interno” é da Responsabilidade de João Costa

Fazer dos Açores uma região económica é a proposta de Berta Cabral para um novo ciclo de governação.
Para a sua concretização, a implementação de um mercado interno torna-se imperativa, pois dele resulta a vulgarização de relações comerciais regulares, previsíveis, constantes e naturais entre as diferentes ilhas dos Açores.
É aqui que surge a grande diferença entre quem se propõe concretizar um modelo pensado para criar emprego e riqueza em cada uma das ilhas, e quem se arrasta no tempo que leva à frente dos Açores sem ter resultados para apresentar neste domínio.
Poderão agora também falar em mercado interno, mas tiveram a possibilidade de concretizar o modelo que Berta Cabral propõe por em prática, mas em boa verdade, perderam a oportunidade que os Açorianos lhes deram ao longo de 16 anos de exercício de poder.
Há pois que fazer escolhas e que decidir sobre aquilo que queremos para o futuro das nossas ilhas. Além de que, há que dar verdadeira expressão às especificidades de cada uma das ilhas, criando as condições para que nelas sejam desenvolvidas as suas potencialidades e assim se poder assumir a criação de uma região económica, em que a complementaridade seja fruto da aproximação entre todas as parcelas dos Açores.
Na passada segunda-feira, à volta de uma mesa recheada de produtos locais, discutiu-se na ilha Graciosa um dos vectores fundamentais para a sustentabilidade económica e social dos Açores. Empresários, produtores e pescadores falaram abertamente sobre o seu desejo de contribuírem activamente para que este modelo proposto por Berta Cabral se concretize e se consolide através do aproximar das relações comerciais e da mobilidade entre as ilhas, no fundo, concretizando um verdadeiro mercado interno, em que uma ilha como a Graciosa possa pensar em produzir não apenas para o abastecimento dos seus pouco mais de 4 mil residentes, mas alargando a sua escala de acção para outras ilhas, até porque é óbvia a sua capacidade para o fazer.
Tal propósito terá necessariamente por passar por um modelo de transportes marítimos de mercadorias, passageiros e viaturas que permita transformar a vizinhança entre cada uma das ilhas numa relação de proximidade, tão natural quanto a essência de sermos uma região. Para que isso seja possível, Berta Cabral já demonstrou que tem um modelo pensado para tornar real o aproximar entre as economias de cada uma das ilhas. Através da implementação de um circuito de ferries que ligue diariamente o Faial a S. Miguel, passando pelo Pico, S. Jorge, Graciosa e Terceira.
A oportunidade está aí, resta saberem os Açorianos aproveitá-la!

04 junho 2012

Conversas de Fora para o Centro do Mundo, intitulado “ Nem sei que lhes dizer ” é da Responsabilidade de Carlos Vargas


No final do nosso noticiário, apresentamos na nossa antena, Conversas de Fora para o Centro do Mundo intitulado “Nem sei que lhes dizer ” da Responsabilidade de Carlos Vargas.

Poderá também consultar em som em www.radiograciosa.com

29 maio 2012

O artigo de opinião de hoje intitulado por “Dá-me o microfone - Já!” é da Responsabilidade de João Costa

"Dá-me o microfone - Já!"

Numa região democrática, que preza a diferença de opinião, que valoriza a diversidade e que aceita o contraditório, é essencial que não sejam estes propósitos apenas declarações vagas e circunstanciais mas que se pratique, a cada dia, em cada ocasião, em cada opinião, esse vigor democrático.
Vem isto a propósito de uma situação ocorrida há não muito tempo e que nos faz pensar sobre a genuína colocação de um cravo vermelho na lapela por parte de alguns governantes destes Açores autonómicos.
Através de um comunicado, o Conselho de Redacção da RTP Açores denunciou uma atitude de um Secretário Regional, Contente de seu nome, que em pleno directo televisivo retira o microfone à jornalista e começa a falar! De acordo com o comunicado, esta situação surge num assomo de ciúmes por a líder do PSD, Berta Cabral, ter aparecido no noticiário nacional a propósito das enxurradas que se abateram sobre S. Miguel. Diz ainda o tal comunicado que o governante socialista não queria que as imagens de Berta Cabral fossem enviadas para Lisboa e que, ele próprio, queria entrar em directo nos noticiários. Vai daí, cola-se à jornalista e, estando esta a realizar o seu trabalho, agarra-se ao microfone e começa a falar. O camera mantém o plano sobre a enxurrada e percebe-se pelo som a descrição denunciada no comunicado.
Bem sei que o senhor não se chama Relvas nem é ministro da república. Tão pouco tem a importância que ele próprio gostaria e sonha vir a ter após Outubro de 2012, mas é alguém que está numa cadeira do Governo vai para 16 anos e reflecte bem o estado de soberba no exercício de funções a que se chegou nos Açores.
Imagine-se o que seria se esta cena se passasse em qualquer democracia ocidental! O escândalo e os horrores que seriam ditos por aqueles que a cada 25 de Abril distribuem cravos vermelhos e recordam o Grândola Vila Morena importados para a alma açórica!
Viriam declarações de repúdio dos quatro cantos do mundo, dir-se-ia que estávamos perante um atentado à liberdade de imprensa, e arregimentavam-se cronistas em defesa da democracia pedindo a cabeça do governante. Mas por cá já pouco espantam estas atitudes de quem se acha dono de tudo, de quem pensa que os lugares são para serviço do partido, de quem cuida que as vagas nos serviços da região são para ocupar pelos amigos, de quem arrebata o orçamento regional e os impostos dos açorianos para buscar reconhecimento eleitoral.
Foi pena não ter aparecido um qualquer telemóvel a filmar as cenas descritas. Certamente que seriam corridas pelas televisões e redes sociais denunciado o regime socialista dos Açores.

24 maio 2012

Artigo de opinião intitulado “ Ideias ou Fogachos ” é da responsabilidade de José Ávila


Ideias ou fogachos?

Nestes períodos de pré campanha eleitoral, vai lá saber-se porquê, há a tendência de se cometerem atropelos, ficando relegado para segundo plano o bom senso recomendado para estes tempos de luta partidária mais acesa e, por conseguinte, de maior fricção.

É muito pouco dignificante fazer da pré-campanha apenas um frenético vai vem, onde parece não fazer mal, por exemplo, aparecer sem ser convidado, ou instigar terceiros a usar cargos associativos para promover campanhas partidárias em favor de um(a) candidato(a) ou ainda tentar controlar a comunicação social passando por cima da sua independência e idoneidade. Estes são alguns métodos – muito pouco inocentes, diga-se – executados por políticos com pouco escrúpulos, pelos seus solícitos mandantes ou pelos oportunistas, que surgem sempre à luz do dia de quatro em quatro anos, curiosamente.

Mais do que nunca precisamos, nesta altura, de ideias para o futuro desta região. Ideias claras e consistentes, que obedeçam a uma estratégia coerente e transversal que promova o crescimento, o emprego e a coesão social e económica.

Vasco Cordeiro tem feito esse trabalho por essas ilhas, propondo outras políticas e novas abordagens para novos problemas que assolam os Açores, Portugal e a Europa, mantendo um enorme orgulho no trabalho desenvolvido pelo Partido Socialista nesta região nos últimos dezasseis anos.

A política de solavancos e assomos ao sabor das circunstâncias perpetrados pelo PSD e pela sua líder, podem satisfazer momentaneamente alguma clientela aqui e ali, mas denota uma grande irresponsabilidade e falta de sentido de estado.

Graciosa, 24 de maio de 2012.

José Ávila

17 maio 2012

Artigo de opinião intitulado “Oportunidades e outras pieguices” é da responsabilidade de José Ávila


Oportunidades e outras pieguices

Portugal nem sempre tem entendido de forma perentória as declarações emitidas pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, quando este intervém. Por isso tem sido recorrente vir novamente a público, no dia seguinte, tentar explicar aquilo que tinha dito anteriormente. Mesmo assim não é líquido que as explicações dadas sejam mais esclarecedoras do que as declarações da véspera.

O caso talvez se explique pela forma intensa com que gosta de falar aos portugueses e pela densidade das ideias que pretende fazer passar.

As últimas declarações sobre o desemprego foram desastrosas. Classificar este drama social como uma oportunidade para mudar de vida, foi um erro de palmatória. As explicações do dia seguinte até foram percetíveis, mas não apagaram aquela enviesada maneira de ver um problema que afeta cada vez mais portugueses.

Abordar o tema do desemprego desta forma constituiu uma ofensa a quem luta todos os dias para arranjar um trabalho que lhe permita sustentar a família com o mínimo de dignidade. Infelizmente os números nacionais indicam que a situação é dramática e, como tal, este governo, da responsabilidade do PSD e do CDS/PP, deveria preocupar-se, tão só, com a criação de oportunidades, mas de emprego.

Pulamos de recorde em recorde e as políticas ativas para minimizar este pesadelo, que afeta muitos concidadãos, tardam em aparecer. Ouvimos todos os dias alguns ministros desfilarem as suas preocupações, mas na prática tudo continua na mesma, não se vislumbrando soluções para minimizar os problemas por que passam muitos portugueses.

Este governo do PSD e do CDS/PP está a esmagar a classe média, a criar dificuldades no acesso dos portugueses à saúde e ao ensino. Todos os dias se assiste à destruição de postos de trabalho, quer nas empresas, quer na função pública, atirando para o desemprego muitas pessoas, a grande maioria sem direito a subsídio de desemprego, cujas regras foram habilmente alteradas.

É notório que este governo de Passos Coelho e de Paulo Portas estabeleceu como objetivo primeiro deixar empobrecer este país. O mais grave é que está mesmo a conseguir.

Graciosa, 17 de maio 2012.

José Ávila



10 maio 2012

Artigo de opinião intitulado “ Diferenças ” é da responsabilidade de José Ávila




Diferenças

Constatei, através da leitura do jornal Açoriano Oriental, do passado dia 2 de maio, que o Plano Diretor Municipal de Ponta Delgada tinha sido suspenso parcialmente pela edilidade para que os proprietários de terrenos agrícolas possam expandir a área de instalação de equipamentos de apoio à atividade agrícola para além dos 1.500 m2. Essa suspensão, ainda segundo a notícia daquele jornal, foi aprovada apenas com a abstenção do CDS/PP e, passo a citar, “responde a vários pedidos feitos pelos próprios empresários agrícolas, sendo tida pela autarquia como uma forma de apoiar os produtores, numa altura em que é difícil a captação de meios de investimento económico”, fim de citação. A Câmara Municipal de Ponta Delgada considera que esta suspensão é mesmo, e cito novamente, “um incentivo para que os proprietários invistam mais nas suas explorações e possam apresentar candidaturas a apoios financeiros para este fim”, citei.

Não sei de quem partiu esta proposta de suspensão do Plano Diretor Municipal, mas salta à vista de todos que os partidos que compõem a Assembleia Municipal de Ponta Delgada foram praticamente unanimes quanto à necessidade de aprovar este documento, tendo em conta os interesses dos agricultores do seu concelho.

A Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa, ainda muito recentemente, também apresentou um documento de teor semelhante onde era proposto expandir a área de instalação de equipamentos para além dos 750 m2, tendo em conta também alguns pedidos feitos a esta autarquia.

Duas situações em tudo muito semelhantes, mas que, no fundo, mereceram tratamento diferenciado pelos deputados municipais. No concelho de Ponta Delgada a proposta foi viabilizada, enquanto na Graciosa a suspensão do Plano Diretor Municipal apresentado pela Câmara Municipal foi chumbada pela maioria do PSD.

Por isso quando a dra. Berta Cabral jura a pés juntos que defenderá a agricultura e os agricultores, só temos de ficar desconfiados porque o seu discurso não bate certo com a prática do partido que dirige.

Horta, 10 de maio de 2012.

José Ávila



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