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03 maio 2012

Artigo de opinião intitulado “ A primeira vitima ” é da responsabilidade de José Ávila


A primeira vítima

Quer se goste ou não do estilo, o “Bom Dia” de Pedro Moura é uma programa de televisão que cumpre, na integra, a missão de serviço público nos Açores. Ninguém se admira de este ser dos mais vistos na RTP-Açores.

Quando as reportagens são de pequenas comunidades, das ilhas mais pequenas ou de assuntos menos relevantes e não cabem nos noticiários tradicionais, têm sempre à sua espera um lugarzinho no “Bom Dia”. Muitos são os entrevistados do Pedro Moura que nunca teriam hipóteses de aparecer no Telejornal e que ali têm espaço para apresentarem os seus projetos, recebendo, em troca, um apoio incondicional daquele jornalista, que valoriza o trabalho e empenho de muitas associações espalhadas por este arquipélago.

Sabe-se agora que a emissão do “Bom Dia” vai terminar. Assim, sem mais. De qualquer dos modos este tipo de programas já tinha sido condenado pela ordem, vinda de Lisboa, de concentração do horário de emissão. O “Bom Dia” de Pedro Moura é, assim, a primeira vítima da transformação da RTP-Açores numa mera janela.

O ministro Miguel Relvas não percebeu ou não quer perceber que a RTP-Açores não é um canal de televisão qualquer. Na sua génese esteve a coesão de uma região composta por nove ilhas e muito mar e, neste momento, a RTP-Açores representa um instrumento que contribui, e muito, para o fortalecimento da nossa Autonomia. Transformar o futuro da televisão dos Açores numa mera questão economicista é de muito mau gosto, sobretudo quando se sabe que o problema deste canal nem sequer reside aí.

Os Governos dos Açores do Partido Socialista sempre entenderam que o financiamento do serviço de rádio e televisão é da responsabilidade da República Portuguesa, mas, mesmo assim, criaram condições técnicas para que fosse possível cobrir com alguma qualidade e regularidade os acontecimentos de todas as ilhas, em nome da coesão regional.

Confrangedora é a posição do PSD-Açores sobre a televisão e rádio da região. Aliás, o PSD-Açores de Berta Cabral, quando esta questão se levantou, esteve sempre incompreensivelmente errático, daí ter revelado não uma, mas várias posições sobre esta matéria e sempre de modo a proteger o governo de Passos Coelho, atirando para trás das costas o superior interesse dos Açores. Primeiro o financiamento deveria vir da Lei das Finanças Regionais. Depois deveria ser o Estado Português a suportar a totalidade do financiamento. Agora dizem que a solução passa por uma empresa com capitais nacionais, regionais e privados.

Quando se esperava do PSD de Berta Cabral uma posição de força perante Passos Coelho e companhia, vê-se apenas submissão e incapacidade para reivindicar um direito que nos assiste.

Graciosa, 03 de maio de 2012.

José Ávila

02 maio 2012

O Artigo de Opinião de hoje Intitulado “ Os Messias da ética” é da Responsabilidade de João Costa

Os messias da Ética



Alguns acontecimentos políticos geraram afirmações avulsas sobre a ética da política Açoriana e as atitudes de alguns protagonistas.

Para quem, vulgarmente, invoca a ética para conformar as suas posições políticas e as suas atitudes, o surgimento como messias da ética política tem feito do PS Açores a imagem de um crente laico ou de um republicano dinástico!
Várias são as invocações que levam a esta messiânica caminhada em torno de uma vontade férrea de manter o poder, pelo preço de nada oferecer, a não ser a retórica dos valores!
Vejamos: Sob o sol brasileiro, o Presidente do Governo veio alegrar-se com a demissão do seu delfim, qual Cordeiro sacrificado, invocando a ética de quem se declarou disponível para, não tendo funções executivas, se entreter com a sua promoção pessoal, para tentar ocupar um lugar de volta ao executivo! Mas esta ética demissionária acabou por passar a ser brindada com um vencimento público de categoria, ao nível de deputado regional, para sustentar o exercício, a tempo inteiro, da campanha presidencial do nomeado.
E esta venerada ética do candidato, curiosamente, não teve por exemplo o líder que o escolheu, já que o próprio nunca abandonou o cargo executivo que ocupava quando se candidatou a presidente. E isto não aconteceu por uma, nem por duas, mas por três vezes. Ou seja, foram repetentes ausências de ética por parte de quem aquilata de ético a fuga do seu protegido.
Ficámos a saber ao mesmo tempo que, para o futuro, a mesma pessoa que se desfaz da sua responsabilidade como Governante, em nome desta ética, se dispõe a invocar essa mesma ética em futuras nomeações. Se quisermos roçar o ridículo de tudo isto, é o mesmo que dizer que o candidato nomeado acha que os executivos se devem demitir, em nome da ética, seis meses antes de terminarem um mandato caso pretendam recandidatar-se, para, assim, serem éticos a fazer campanha eleitoral.
E isto acontece depois de uma escolha saída de uma reunião da qual não há actas e sobre a qual poucos conhecem. Já neste caso, anuncia-se uma ética longe da escolha dos seus pares!
Exemplos há mais, como a circunstância do líder parlamentar do PS ver todos os líderes parlamentares dos outros partidos nos Açores subscreverem um documento conjunto que o desmentiu publicamente por informações ficcionadas e da mesma lavra por onde vão brotando as anunciadas atitudes éticas do PS Açores.
São esses mesmos que colocam o seu candidato a sair do Governo para fazer campanha, para ao mesmo tempo se anunciarem ocupados a governar para resolver os problemas sociais dos Açores!
A ética, a outra, essa anda farta de messias!

26 abril 2012

Artigo de opinião intitulado “ Abril Sempre ” é da responsabilidade de José Ávila


Abril sempre

Na primavera de 1974 muitas foram as esperanças depositadas no futuro de Portugal. O país abria-se ao mundo, enquanto se dava por finda uma guerra que matou e mutilou muitos concidadãos. A educação foi alargada a todos tal como a saúde passou a ser um direito de todos os portugueses. Os trabalhadores conquistaram direitos até então proibidos. Foram o 13º e 14º meses, os vínculos às entidades patronais, o apoio na maternidade, a igualdade de oportunidades, a dignificação das carreiras profissionais, a valorização dos salários, os direitos de aposentação, o direito à greve, entre outros. A implementação de políticas de proximidade através do poder local e a liberdade de expressão foram também importantes conquistas.

Eram estes os ideais de Abril que levaram os corajosos militares à rua para derrubar um regime déspota e promotor de desigualdades a todos os níveis. O povo cedo percebeu o que estava em causa e, desde logo, deu o seu inteiro apoio ao Movimento das Forças Armadas nesta revolução dos cravos.

Nestes trinta e oito anos a democracia portuguesa sofreu contratempos, com avanços e recuos, mas nunca esteve tão ameaçada como agora.

Todos os dias o Governo da República impõe medidas que vão no sentido de desmantelar essas conquistas. Os trabalhadores a cada dia que passa perdem direitos que são inalienáveis, ou pelo menos eram até há bem pouco tempo.

A desregulamentação do trabalho, a mobilidade de qualquer maneira, os encargos com os despedimentos a preços de miséria, o corte dos subsídios de férias e de natal, o congelamento das reformas antecipadas, o aumento desmesurado de impostos, são o pão não de cada dia. Depois vem a perigosa tentativa de liquidação do Serviço Nacional de Saúde e as restrições do acesso à educação. A reforma autárquica, feita a régua e esquadro sem qualquer respeito pelas especificidades, vai destruir, de uma forma indecorosa, a matriz identitária de muitas comunidades.

Estas medidas não só colidem com o espírito de Abril, como foram elas o motivo pela qual os militares saíram às ruas deste país.

E não me venham com a desculpa da troika, porque grande parte destas armas com que o Governo de Passos Coelho combate o seu próprio povo, estão para lá do exigido pelo memorando assinado com as instâncias internacionais.

Compreendo aqueles que faltaram à cerimónia oficial das comemorações do 25 de Abril, porque ainda nos resta esse direito, o direito à indignação.

Santa Maria, 26 de abril de 2012.

José Ávila

24 abril 2012

O artigo de opinião de hoje intitulado por “ Prioridades eleitoralistas“ é da Responsabilidade de João Costa


Prioridades eleitoralistas

Foi, recentemente, apresentado o relatório de gestão da Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa, referente ao ano de 2011.
A actividade da autarquia graciosense pautou-se pela insuficiência na execução de projectos que havia inscrito no seu orçamento e plano anual, o que merece censura dado que, nos tempos que correm, tendo a Câmara disponibilidades financeiras, podia e devia fazer mais e melhor pela ilha Graciosa.
Neste aspecto destaca-se a recorrente ausência de iniciativa para levar por diante o ambicionado projecto da zona industrial. A autarquia está há dois anos a adquirir terrenos, mas o projecto em si nem sequer se vê intenção de o concretizar. A prova disso é reflectida numa taxa de execução de zero por cento.
E se este projecto era prioritário para o actual executivo camarário e essencial para alavancar novas iniciativas na ilha, outro ficou igualmente por cumprir e vem sendo adiado num calendário que tresanda a eleitoralismo. Trata-se do projecto da marina da Barra e zona envolvente, que vai andando ao sabor da inércia do executivo e contou com uma taxa de execução do previsto para 2011 de apenas 30%.
Bem sabemos que estamos em ano eleitoral, mas a Graciosa está cansada do folclore das aparições em vésperas de eleições e das primeiras pedras em final de legislatura.
O mais caricato da gestão socialista da Câmara Graciosense no ultimo ano acaba por ser também a fraca execução do contrato de recuperação de habitação degradada das famílias carenciadas. O Governo colocou nas mãos da Câmara de Santa Cruz a quantia de 600 mil euros vai para mais de um ano, mas no ano passado apenas foram executados 25% dessa verba. Ora estando identificados os casos a necessitar de obras, sendo situações de carência e falta de condições habitacionais, de que está a autarquia à espera? Será que também nesta situação a aproximação de eleições está a condicionar a actuação do executivo socialista, para depois, mais próximo do acto eleitoral aparecerem as obras de que os mais necessitados carecem? Enfim, nada a que os Graciosenses não estejam já habituados.
Também na área social não se executou um único euro no apoio à natalidade, promessa que constava do manifesto socialista mas que teima em ficar esquecida. Para um partido que se diz preocupado com as questões sociais ficamos esclarecidos perante estes dois exemplos!
Já na outra face da moeda aparece a grande obra de requalificação do centro de Santa Cruz, num projecto que irá custar perto de 2 milhões de euros e que, por não ser urgente nem prioritário, podia ter dado lugar às verdadeiras necessidades desta ilha.    

19 abril 2012

Artigo de opinião intitulado “ Regresso ao Passado ” é da responsabilidade de José Ávila


Regresso ao passado

Da magna reunião do PSD-A que ocorreu no passado fim-de-semana esperava-se muito mais. E esperava-se sobretudo porque este partido tem legitimas ambições de chegar ao poder no próximo escrutínio, que ocorrerá em outubro do corrente ano. No entanto quando terminou este congresso os açorianos apenas puderam chegar a três conclusões óbvias:

- a dra. Berta Cabral é devota do Espírito Santo;

- Passos Coelho não sabe o primeiro nome da dra. Berta Cabral;

-a dra. Berta Cabral quando fala em mudança e renovação é a brincar.

A devoção que nutre pelo Espírito Santo é de respeitar e ponto final. Agora o anúncio de que só deixará a Câmara Municipal de Ponta Delgada depois das festas em seu louvor, deixa muitos açorianos desconfiados relativamente a uma manobra, mais uma, de mero oportunismo político. Foi dito que tem uma boa capacidade de trabalho e que consegue conciliar as duas funções, autarca a tempo inteiro e candidata a presidente do governo. Este dom da ubiquidade permite-lhe, segundo se infere das entrevistas pós-congresso, dirigir uma autarquia e ao mesmo tempo andar de ilha em ilha em campanha, restando ainda algum tempo para dar uns saltinhos ao estrangeiro.

Depois vem a troca do primeiro nome da dra. Berta Cabral perpetrado pelo seu mentor, Passos Coelho. É vulgar esquecermo-nos do último nome de pessoas amigas ou conhecidas, mas trocar o primeiro é grave.  

Por último vem a história da renovação para a mudança. Já vi renovações mais ou menos, já vi renovações tímidas ou renovações parciais, mas, sinceramente, nunca tinha visto uma renovação que é uma espécie de regresso ao passado. Foi uma autêntica repescagem de gente com mais de trinta anos de atividade política.

Esta nunca nos tinha passado pela cabeça.

Horta, 19 de abril de 2012.

José Ávila

17 abril 2012

O artigo de opinião de hoje intitulado por “ Todos Com Berta Cabral III “ é da Responsabilidade de João Costa

Todos com Berta Cabral III

No rescaldo do XIX Congresso Regional do PSD Açores, pode-se dizer, com segurança, que o mesmo decorreu num clima de grande esperança e aposta numa mudança segura para a Governação dos Açores.
O PSD realizou o seu Congresso, nele todos puderam fazer ouvir a sua opinião e dar o seu contributo. Procedeu-se à eleição dos órgãos do partido e deu-se posse à presidente eleita por sufrágio de todos os militantes, que, num verdadeiro hino à democracia também dentro dos partidos, apoiaram massivamente a sua Presidente.
A realização do Congresso preparou o partido para o futuro, discutiu ideias e objectivos, foram propostas soluções e indicados caminhos para o próximo Governo Regional liderado por Berta Cabral, mas foi também o momento de assinalar a abertura do Partido a toda a sociedade e a todos os açorianos.
Independentemente da sua cor política, do seu passado partidário, ou de qualquer outro factor, o PSD abriu as portas para que todos integrem o seu projecto para o desenvolvimento dos Açores.
Nisto Berta Cabral foi muito clara: No congresso e nos órgãos do partido as escolhas fazem-se de entre os militantes do PSD. No governo e no trabalho que temos pela frente todos estão convocados, e o Governo integrará os melhores, sejam ou não militantes do PSD.
É assim que deve ser! Ninguém pode ser excluído ou prejudicado por não andar diariamente com uma bandeira do partido na mão, e todos são importantes para o muito trabalho que será exigido ao governo liderado pelo PSD.
A determinação e capacidade de Berta Cabral inspira confiança muito para além das reuniões partidárias e muito para além das simpatias políticas. A sua convicção no projecto político que apresenta aos Açorianos não deixa margem para dúvidas a uma larga maioria dos seus concidadãos. São factores que têm um grande significado político quando se avizinham eleições.
Berta Cabral tem a simpatia, o acreditar e a confiança de grande parte de Açorianos, sejam ou não militantes do PSD. Berta Cabral é alguém que pelo seu passado, pela sua experiência executiva, pela sua preparação de um novo ciclo para apresentar aos Açores nas próximas eleições regionais, vem amealhando o apoio de toda uma população que acredita no futuro dos Açores, no futuro de cada uma das ilhas, de Santa Maria ao Corvo, é um facto que todos vão verificando no contacto com as pessoas.
E é pelas pessoas, pela sua realização pessoal e profissional, que Berta Cabral se apresenta às eleições, convicta que os Açores têm um grande futuro, e inconformada por haver ainda tanto por fazer pelo nosso desenvolvimento.

12 abril 2012

Artigo de opinião intitulado “ Do empenho à mentira ” é da responsabilidade de José Ávila


Do empenho à mentira

Quanto mais perto do período eleitoral mais as coisas mudam, já se sabe. Mais empenho, mais ideias, mais opiniões, mais visitas, mais sorrisos, mais palmadinhas nas costas, enfim, os partidos apresentam-se com uma dinâmica diferente, com mais disponibilidade e com maior sensibilidade para resolver os problemas dos cidadãos.

Embora haja quem não concorde, esta postura é perfeitamente normal nas democracias. É nessa altura, no fim das legislaturas, que os partidos políticos tentam passar a mensagem do que defendem e o que farão caso vençam as eleições. Esta estratégia, sendo bem aproveitada, pode até contribuir para a conceção dos manifestos eleitorais, amplificando, deste modo, a vontade popular.

O problema é que nem sempre é assim tão linear.

Há gente por aí que teima em recorrer a qualquer meio para tentar aproveitar estes momentos para espalhar inverdades de variadíssimas maneiras. Umas vezes a coberto de formas oficiais e outras não. Não sendo invulgar é, no entanto, um método indigno destinado a ludibriar as pessoas mais incautas que se atemorizam com estas posturas. Socorrem-se de outros que, por sofrerem de partidarite aguda, lhes passam informações de forma deturpada, fruto de recalcamentos antigos.

É assim. Daqui para a frente vamos ver um pouco de tudo, infelizmente. Desde falsificações de documentos até conspirações para se ver quem se vai tramar a seguir, algumas consumadas nas próprias instituições que lhes pagam os salários, vamos ver de tudo.

Não podemos, no entanto, permitir que esta prática vingue. Os partidos da nossa praça devem condenar liminarmente estes processos baixos e rejeitar esta gente que, sem ponta de coragem para assumir o que fazem, refugiam-se nestes métodos muito pouco éticos.   

Por isso é necessário estarmos todos atentos e não deixar passar impunemente estas manobras, venham de onde vierem. Uns serão responsabilizados politicamente à boca das urnas, enquanto os outros terão de assumir as consequências dos seus atos.

Graciosa, 12 de abril de 2012.

José Ávila

10 abril 2012

O artigo de opinião de hoje intitulado por “ Gente Séria Cumpre o que Assinou “ é da Responsabilidade de João Costa

Gente séria cumpre o que assinou!

A 17 de Maio de 2011, o Governo da responsabilidade do PS assinou um Acordo para o Resgate de Portugal, que, recorde-se, não conseguia obter financiamento para a sua economia.
Por essa altura, o Governo dos Açores dizia que o Acordo era bom para os Açores e que o Governo dos Açores tinha contribuído activamente nas negociações com a Troika!
Depois vieram as eleições Nacionais e o PSD com o CDS assumiram a responsabilidade de cumprir e fazer cumprir o acordo assinado.
Os prazos e o acordo são do conhecimento de todos, por isso muito me surpreende que venham agora alguns dizer que se devia fazer isto ou aquilo, rompendo com o que eles próprios assinaram.
Vem isto a propósito das, recentemente, aprovadas medidas relativas a apoios sociais e alterações do Rendimento Mínimo impondo maior fiscalização e poupança aos contribuintes.
Diz o acordo que o Governo Socialista celebrou: "Ponto 1.30. Adicionalmente, o Governo alargará o uso da condição de recursos nos apoios sociais e direccionará melhor o esforço de apoio social, no sentido de obter uma redução nas despesas sociais de, pelo menos, 350 milhões de euros.
Ponto 1
.31. Aprofundamento adicional das medidas introduzidas na Lei do OE para 2012, alcançando receitas adicionais nas seguintes áreas: (...) iii. englobamento de rendimentos, incluindo prestações sociais para efeitos de tributação em sede de IRS e convergência de deduções em sede de IRS no que se refere a pensões e rendimentos de trabalho dependente: 150 milhões de euros."
Ou seja, o país comprometeu-se a poupar com esta parte do Estado Social o equivalente a 500 milhões de euros.
É por essa razão que temos de repudiar que venham agora altos dirigentes do PS Açores reclamar e acusar os outros de estarem a cumprir com o que eles próprios se comprometeram, sacudindo a água do capote como se fossem inocentes numa triste história de um país à beira da falência pela desgovernação que eles mesmo apoiaram!
Não podemos, por isso, deixar apagar da memória aquilo que nos levou a esta situação, e muito menos podemos deixar de lembrar a razão pela qual andam agora num alvoroço a criticar as medidas mais duras que resultam do Acordo que assinaram.
Essa razão tem um nome, e esse nome é Berta Cabral. Por sua causa todas as semanas os mesmos de sempre andam, nas rádios, na televisão ou nos jornais a dizer tudo e mais alguma coisa contra o PSD por ela liderado, esquecendo-se que foram eles mesmos que levaram a que estas duras medidas tenham de ser tomadas para restaurar a credibilidade de Portugal.

09 abril 2012

Conversas de Fora para o Centro do Mundo intitulado ” Uma Réstia de Esperança ” são da Responsabilidade de Carlos Vargas


No final do nosso noticiário, apresentamos na nossa antena, Conversas de Fora para o Centro do Mundo intitulado “Uma Réstia de Esperança ” da Responsabilidade de Carlos Vargas.

Poderá também consultar em som em www.radiograciosa.com

29 março 2012

Artigo de opinião intitulado “ Muita Parra e Pouca Uva” é da responsabilidade de José Ávila


Muita parra e pouca uva

Confesso que não estive particularmente atento ao que se passou no congresso do PSD, mas, inevitavelmente, acabei por ouvir algumas intervenções, pois as televisões, nestes momentos altos da vida dos partidos, trazem até às nossas salas tudo o que se passa nessas reuniões magnas, com direito a repetições devidamente acompanhadas pelos comentários dos especialistas na matéria.
Uma dessas intervenções foi a líder do PSD-Açores, porque ela é, no fundo, candidata à chefia do governo dos Açores e como tal é preciso perceber o que diz, o que pensa e o que pretende, muito embora, por vezes, seja difícil encontrar coerência entre o que diz e o que faz ou fez.
Mesmo os apoiantes do PSD-Açores deviam estar à espera de um momento de afirmação da estratégia política, para levar os Açores para frente. Esperava-se a definição clara de políticas a aplicar caso vença as próximas eleições, mas o que se ouviu foi mais do mesmo e nada de novo. Umas ideias aqui e outras ali, algumas redundâncias, mas sem uma linha condutora programática fiável, que fizesse acalmar as suas próprias hostes que já desesperam por posições mais concretas.
Percebemos, nessa intervenção, que a líder do PSD-Açores receia a dureza negocial do primeiro-ministro. Ouvimos a vontade de fazer descer as tarifas aéreas, só não soubemos ,como, nem ouvimos a justificação porque, quando foi Diretora Regional dos Transportes, presidente da SATA ou Secretária Regional das Finanças, as passagens aéreas eram, mesmo assim, mais caras do que agora, apesar do petróleo ser seis vezes mais barato. Definiu-se também como uma grande lutadora nas disputas eleitorais passadas e aí só me veio à memória as autárquicas de 2009, onde os resultados dos Açores, para a líder do PSD, resumiam-se a Ponta Delgada. O resto era com os outros, os derrotados.
Como se vê é muito pouco. Esperava-se, sinceramente, muito mais neste congresso da líder do PSD-Açores. Vamos ter de aguardar por uma próxima oportunidade.
Graciosa, 29 de março de 2012.
José Ávila




22 março 2012

Artigo de opinião intitulado “ Turismo nos Açores - do Oito ao Oitenta” é da responsabilidade de José Ávila


Turismo nos Açores - do oito ao oitenta

Quis o PSD – Açores levar ao Plenário da Assembleia Legislativa uma interpelação ao Governo Regional sobre o setor do turismo na Região Autónoma dos Açores.

Estranha-se, no entanto, que para um partido que critica tanto a política de turismo do Governo Regional dos Açores, apenas agora tenha trazido este tema à baila para debate.

Terá sido por acaso? Claro que não. Cedo se percebeu que esta figura regimental foi aproveitada pelo partido proponente para atacar e tentar diminuir o Secretário Regional da Economia que, como se sabe, é o candidato do Partido Socialista a Presidente do próximo Governo dos Açores que sairá das próximas eleições regionais que ocorrerão em outubro próximo.

Mas penso que este gesto terá saído como mais um tiro no pé. E têm sido tantos, ultimamente, que até já lhes perdi a conta.

Um partido como o PSD, que já governou esta região duas décadas, não se poderá proteger das responsabilidades que tem, agora que se encontra na oposição.

É preciso lembrar – e temos de fazê-lo agora com mais acuidade porque neste período pré-eleitoral algumas pessoas revelam sintomas agudos de memória curta – que o PSD deteve o poder durante muitos anos e, nessa altura, enjeitou a oportunidade desta região se afirmar no turismo.

Naqueles tempos não se construíram hotéis porque não tínhamos turistas, mas também é verdade que não tínhamos turistas porque não tínhamos hotéis. E vivíamos assim, enredados nesta teia imobilizadora que nos atirou para uma situação dramática.

Apesar disto o PSD chegou a ter um Secretário Regional do Turismo, imagine-se. Aos Açores não vinham turistas, nos Açores não existiam estabelecimentos hoteleiros, mas, mesmo assim,  o PSD tinha um gabinete completo para tratar de uma pasta que, na prática, não existia. Isto não é para qualquer um…

Foi assim que o Partido Socialista encontrou os Açores em 1996. Estava tudo por fazer e em todas as ilhas.

Foi preciso dinamizar a iniciativa privada, apostar na construção de hotéis de qualidade, promover o destino, ao mesmo tempo que se qualificava a restauração. Nalgumas ilhas, como é o caso da Graciosa, o Governo substituiu, e muito bem, a iniciativa privada na construção de empreendimentos quando o empresariado se mostrava sem capacidade financeira para o fazer.

Os resultados estão bem à vista de todos e só não vê quem não quer. O número de turistas aumentou exponencialmente, aumentando o número de trabalhadores neste setor, tal como aumentou o rendimento desta atividade, contributos importantes para o crescimento do Produto Interno Bruto da Região Autónoma dos Açores.

Passamos do oito ao oitenta. Foi uma tarefa hercúlea, que orgulha, e em muito, os Governos do Partido Socialista.

Horta, 22 de março de 2012.

José Ávila

15 março 2012

Artigo de opinião intitulado “ O logro ” é da responsabilidade de José Ávila


O logro

Berta Cabral veio a público regozijar-se da boa situação financeira da “sua” Câmara Municipal, com base num ranking saído no Anuário Financeiro dos Municípios. Que era bem gerida, que estava de perfeita saúde, que tinha um dos menores endividamentos per capita, que se encontrava entre as melhores do país e sei lá o que mais. Só coisas boas.

No dia da entrevista, onde essa revelação inusitada foi feita, notei grande candura na postura da presidente da Câmara de Ponta Delgada, o que, sinceramente, fez-me lembrar que quando a esmola é grande até o santo desconfia.

Pouco depois os Açorianos vieram a saber que houve um engano e que afinal não era bem assim, antes pelo contrário. A Câmara de Ponta Delgada não estava entre as melhores 50, infelizmente. O endividamento por munícipe afinal era o dobro da que se encontrava em 50º lugar desse ranking, o que atira aquele município, afinal, para as calendas gregas da tal listagem, num lugar nada honroso.

Até o professor Marcelo Rebelo de Sousa, comentador domingueiro, ficou inebriado com a prestação da sua companheira de partido, que, depois, veio a verificar-se, tratar-se de um flop nunca desmentido, apenas porque dava jeito.

Foi com estupefação que assistimos ao silêncio depois de tamanho engano com se isso fosse de somenos importância. Os Açorianos não merecem este tipo de comportamento branqueador.

Se foi por a dra. Berta Cabral ignorar a verdadeira situação financeira da sua edilidade, é grave, mas se foi uma ação premeditada então trata-se de um ato inqualificável e impróprio para quem tem ambições políticas.

Nestas coisas a verdade vem sempre ao de cima, diz o nosso sábio povo. Descobre-se o logro e cai a máscara, digo eu.

Graciosa, 15 de março de 2012.

José Ávila

13 março 2012

O artigo de opinião de hoje intitulado por “ Graciosa - Virar ao Futuro III “ é da Responsabilidade de João Costa

Graciosa - Virar ao futuro III

 

 

 

A Graciosa recebeu, em 2007, a classificação de Reserva da Biosfera, atribuída pela UNESCO.

Este facto reconhece à ilha uma notoriedade singular, cuja divulgação contribui para uma identidade particular no âmbito da sua promoção.

Mas o "rótulo", por si só, não é suficiente para que a economia da ilha beneficie desse reconhecimento.

A Graciosa tem muito para oferecer em termos de turismo. Seja no de natureza, seja na área do lazer e desporto, seja no turismo de saúde.

É pois essencial que estas áreas sejam desenvolvidas para que as ofertas a apresentar resultem em mais promoção e maior interesse para outros visitantes.

O turismo, enquanto actividade económica, pode ser um bom suplemento ao desenvolvimento da ilha. Com as potencialidades que temos para oferecer, o "produto" Graciosa pode assumir uma singularidade própria, tal como assumiu com a sua classificação enquanto Reserva da Biosfera.

Na área da saúde, o termalismo e a natureza são apostas que devem ser reforçadas para atrair visitantes e potenciar o aparecimento de outros empreendimentos.

Associando este a um turismo de natureza, não podemos deixar de potenciar as nossas belezas naturais como é o caso da Furna do Enxofre, que é um monumento natural único e deve ser também estudado no sentido de criar melhor acessibilidade com maior regularidade.

Por outro lado, a divulgação e melhoria de trilhos pedestres cria outras ofertas de produtos e serviços que não devem ser ignorados no futuro.

Já se pensarmos na área do turismo de mar, no mergulho, na observação de cetáceos, ou em outros subprodutos, é importante que se façam os investimentos necessários a consolidar uma oferta sustentável nesta área de negócio.

Se a construção de uma marina é reconhecidamente uma vantagem, não podemos deixar de assumir que os diferentes portos e portinhos da ilha são de importância para o desenvolvimento desta actividade. Quer se pense no Porto Afonso ou na Baía da Folga, passando pelos portos de Santa Cruz - Cais Novo e Fontinhas - ou ainda no portinho do Carapacho, esta matéria tem de ser igualmente vista pela sua importância para consolidar a oferta de serviços na ilha Graciosa.

Podia ainda referir outras áreas como a observação de aves, o turismo religioso ou as diferentes festas locais. Acrescentaria ainda o turismo da saudade, tão importante para impulsionar os investimentos dos nossos imigrantes na terra dos seus pais. Todos estes aspectos terão, num futuro governo do PSD, uma atenção particular. Outros dirão que também o irão fazer, mas depois de 16 anos no poder a pergunta que renovamos é: Por que é que ainda não o fizeram?

12 março 2012

Conversas de Fora para o Centro do Mundo intitulado ” A Geografia da Pobreza” é da Responsabilidade de Carlos Vargas


No final do nosso noticiário, apresentamos na nossa antena, Conversas de Fora para o Centro do Mundo intitulado “ A Geografia da Pobreza ” da Responsabilidade de Carlos Vargas.

Poderá também consultar em som em www.radiograciosa.com

08 março 2012

Artigo de opinião intitulado “ Petições ” é da responsabilidade de José Ávila

Partilho da opinião de que as petições públicas são um instrumento importante nas sociedades modernas. Qualquer cidadão ou grupos de cidadãos podem, por esta via, invocar a atenção dos poderes públicos para uma situação ou uma questão tida como pertinente por parte de quem subscreve.

Esta é uma das grandes conquistas plasmadas nos documentos fundamentais, a Constituição Portuguesa e o Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores.

Curiosamente têm surgido ultimamente muitas petições, o que faz denotar a maturidade da democracia e a participação dos cidadãos nas decisões sobre políticas que afetam a sua ilha, a sua região ou o seu país.

Recentemente surgiram nos noticiários duas petições, que chamaram a atenção por serem inusitadas, na minha opinião meramente pessoal. Uma destina-se à destituição do Presidente da Republica e outra à antecipação das Eleições Regionais.

O Dr. Cavaco Silva foi eleito em janeiro de 2011 com 53,14% dos votos expressos e, por isso, quer se concorde ou não com ele, está a ocupar um cargo com a legitimidade que tão larga maioria lhe deu nas urnas.

Nas Eleições Regionais de 2008 o Partido Socialista venceu com 49,92% dos votos expressos, atingindo uma nova maioria absoluta indiscutível que lhe garantiu a governação por mais estes quatro anos.

O povo, convocado a decidir, foi muito claro e escolheu quem queria para Presidente da República e antes, em 2008, apurou o partido que lhe dava mais garantias para dirigir os Açores.

Num e noutro caso o povo vai ser chamado novamente a decidir e é nesse contexto que fará o julgamento e não de outra forma, mesmo que desse mais jeito a este ou a aquele partido.

Alterar as regras parece-me a subversão da democracia, porquanto foi esta democracia, com as virtudes e os defeitos que encerra, que proporcionou a prerrogativa dos cidadãos utilizarem esta figura de participação cívica. Não a desvirtuemos.

Graciosa, 8 de março de 2012.

José Ávila




07 março 2012

O artigo de opinião de hoje intitulado por “ Entre a Razão e o Coração “ é da Responsabilidade de Mercês Coelho



Entre a razão e o coração

Assisti no recente sábado à passagem dum grupo considerável de romeiros pelas ruas da nossa ilha, que desde há uma década, em cada ano, vêm engrossando nas suas fileiras um maior número de homens, crianças ou jovens.
Desconhecendo-se ao certo as suas raízes, em S. Miguel, a origem dessas peregrinações quaresmais remonta ao séc. XVII, relacionando-se a motivação delas, como uma consequência da crise de violentos terramotos que arruinou Vila Franca do Campo e parte da Ribeira Grande e que despertou a necessidade humana de se imporem penitências e sacrifícios. Então, grupos de homens caminhavam por período de tempo necessário para percorrer aquela ilha, sujeitos a intempéries, abrigando-se onde lhes davam tecto e algo para comer, deixando a família, o seu ganha pão, e o conforto da casa, para suplicarem bênções divinas de clemência à Virgem Maria. Consta que, com altos e baixos em diversas épocas, essa tradição naquela ilha nunca se interrompeu até aos dias de hoje, onde nomeadamente estão organizados em associações em várias localidades que congregam os seus militantes, informados por princípios de fraternidade, amizade e confraternização.

Mesmo assim, fico perplexa no porquê da criação e da natureza desse grupo aqui na Graciosa, descontextuado no tempo e no lugar, e particularmente do porquê excluírem do seu seio, a participação feminina, num apartheid de género, que julgo não fazer sentido nos dias que correm. Acreditando na veracidade da entrega nessas acções dos seus participantes e sem pretender ferir inúteis susceptibilidades na matéria, acentuo não compreender a exclusão feminina, se é verdade que as mulheres têm irrefutáveis provas dadas na participação efectiva na vida comunitária e serem portadoras de um elevado sentido de solidariedade e espiritualidade.
Questões inocentes, não deixam de ser questões!
Com esta objecção, reforço, não ser meu propósito desmerecer nas convicções e veracidade das atitudes de cada um, mas antes o gosto de partilhar a reflexão como um direito e um dever cívico, bem a propósito na data que amanhã se assinala.

Decorridos mais de cem anos sobre o móbil da criação dum dia internacional da mulher, as modas ditaram um figurino mais mercantilizado para referenciar a problemática que atinge as mulheres no mundo em geral, sendo certo que no Ocidente, e pelo menos, no plano dos princípios, às mulheres são reconhecidos direitos, a igualdade de oportunidades, seja no acesso à vida pública, à visibilidade e valia nas funções profissionais, seja no exercício da vida política, onde por vezes até atingem o plano mais elevado nas hierarquias.
Ainda assim, são evidentes muitas desigualdades ao nível das mentalidades que importa ultrapassar a bem da dignidade do ser humano, já que a mulher representa 52% da população mundial, ou como já foi chamado, “a metade do céu”.

Santa Cruz da Graciosa, 7 de Março de 2012

Maria das Mercês Coelho

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