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11 dezembro 2015

Artigo de Opinião de José Ávila intitulado “Trumpalhada ”


As eleições primárias nos Estados Unidos da América estão ao rubro e a atravessar um momento crucial.
Donald Trump, conhecido empresário e investidor com muitas passagens pelo meio televisivo, parece ser um dos preferidos no seio dos republicanos para a designação daquele partido à corrida presidencial que terá o seu desfecho no dia 8 de novembro de 2016.
Prometeu, logo de início, ser o melhor presidente que alguma vez Deus criou e isso não augura nada de bom, porque, como diz o povo, presunção e água benta cada um toma a que quer.
De polémica em polémica este candidato a candidato vai fazendo o seu percurso rumo a uma nomeação que parece certa, sem se livrar, mesmo assim, de colher o ódio de milhões de americanos de diversas origens.
Propôs a construção de um muro na fronteira com o México ao mesmo tempo que apelidou os Mexicanos de narcotraficantes e violadores. Agora virou-se contra os muçulmanos, conotando-os, a todos, com o terrorismo, anunciando que, com ele à frente dos destinos dos Estados Unidos, ficarão impedidos de entrar no país. Ameaça as minorias étnicas com deportações em massa, defende a tortura de suspeitos e quer manter a atual lei das armas que muitos dissabores tem criado naquele país.
Este político quer governar com tortura, muros e armas, aproveitando-se da insegurança e do medo que pairam em muitos países devido à ameaça terrorista.
À conta destas polémicas a Universidade Robert Gordon, da Escócia, já lhe retirou o título de Doutor Honoris Causa, com a justificação de que as afirmações proferidas não eram compatíveis com os valores daquela instituição. A ONU já o condenou por divulgar mensagens de ódio contra os muçulmanos.
Os defensores dos direitos humanos estão fulos com as posições radicais deste homem que parece desconhecer a história dos Estados Unidos da América e acusam-no de, com estas tiradas xenófobas, apenas pretender chamar a atenção sobre si.
Dou razão ao Presidente Obama quando diz que a liberdade é mais poderosa que o medo. Espero que o povo americano, na hora da decisão, não se deixe tolher pelo medo.

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