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Rádio Graciosa


22 outubro 2009

Empresas recebem apoios e despedem trabalhadores.

Para o governante Rui Bettencourt a questão central no mercado do emprego é a motivação e a qualificação das pessoas, uma vez que muitas empresas receberam apoios públicos para contratar trabalhadores e volvidos dois a três anos já os haviam dispensado...
Os apoios à contratação de trabalhadores no âmbito do programa Estabilizar não surtiram o efeito desejado pois num universo de 255 casos apenas 34 permanecem nas respectivas empresas.
A Direcção Regional do Trabalho, Qualificação Profissional e Defesa do Consumidor apurou que dos 255 casos de apoios à contratação verificados desde o ano 2004, num total de 2 milhões de euros que foram entregues às entidades empregadoras, 123 optaram por sair das empresas enquanto 98 foram despedidos, ou seja, ocorreram demasiadas situações de "incumprimento".
Se a questão da salvaguarda dos dinheiros públicos não constitui problema nos casos de incumprimento - a Região accionou mecanismos de garantia bancária - já os resultados ao nível da estabilidade do mercado de emprego levam o director Regional do Trabalho, Qualificação Profissional e Defesa do Consumidor a concluir que os apoios à contratação não resultam.
Ainda segundo o governante Rui Bettencourt, mesmo em épocas de crise não se deve perder de vista a aposta nas qualificações.
Com efeito, existe um conjunto de programas com o objectivo de apoiar iniciativas que contemplem a criação de postos de trabalho para jovens que procuram o primeiro emprego ou desempregados de longa duração que se baseiam na atribuição de apoios financeiros directos ou reduções ou isenções das contribuições para a segurança social a cargo da entidade empregadora.

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