A capacidade da Mutualista Açoriana em “se adaptar e de crescer, mesmo nos ciclos económicos difíceis, de conseguir vencer as adversidades que o tempo e o mar por vezes criam, de enfrentar as vicissitudes externas, como seja o aumento dos combustíveis, de ter a força e a coragem de investir em ambientes adversos fizeram e fazem com que seja, hoje, uma referência no sector dos transportes marítimos nos Açores”, disse o secretário regional da economia na cerimónia de apresentação pública do navio-motor “Corvo”.Duarte Ponte reconheceu que o navio, agora apresentado, construído nos estaleiros navais de Viana do Castelo, “é um navio moderno, adaptado aos novos tempos, em que o custo com os combustíveis é um elemento preponderante na operação do transporte marítimo”, relevando, ainda, que não se podem esquecer “ as exigências ambientais, cada vez mais rigorosas relativamente aos níveis de emissão de gases com efeito de estufa”.
O secretário da Economia lembrou que, nos últimos dez anos, “o movimento de mercadorias aumentou 62.2% e o de contentores aumentou 85.1%.”, enfatizando que este “crescimento notável”, resulta da demonstração plena do “bom comportamento da economia dos Açores nesta última década”.
Reconhecendo a importância dos transportes marítimos nos Açores, Duarte Ponte, recordou a publicação do Decreto Legislativo Regional que institui o novo Sistema de Incentivos e Apoio às Empresas, designado por SIDER, que irá vigorar de 2007 a 2013 e anunciou que “muito em breve irão ser aprovados, em Conselho de Governo, os diversos Decretos Regulamentares, referentes a este diploma, que no dia 10 Julho foram aprovados no Conselho Regional de Incentivos”.
No pacote legislativo a regulamentar, segundo o governante açoriano, “o transporte marítimo assume particular importância no desenvolvimento estratégico”, alertando para o facto da “união europeia exigir que estes apoios só se façam para a substituição das embarcações existentes, para aquisição de equipamentos ou para realização de grandes remodelações dos navios existentes”.
O governante conclui que a “iniciativa está no lado dos armadores de cabotagem insular existentes e dos armadores de tráfego local a quem cabe estudar, agora, as diversas oportunidades de negócio do mercado regional e verificando as potencialidades deste novo sistema de incentivos”.



quinta-feira, julho 26, 2007
Rádio Graciosa