
O euro-deputado Paulo Casaca, promoveu na passada sexta-feira na Graciosa, um debate sobre o Turismo na Graciosa, intitulado "Impressões comentadas de um turista na Graciosa".
O evento, que decorreu ao final da tarde de sexta-feira, no Centro Cultural da Ilha Graciosa, reuniu algumas dezenas de pessoas ligadas a várias entidades da ilha, para se falar sobre o turismo e sobre alguns estudos recentes que indicam a Graciosa, como a ilha açoreana, onde o turismo menos avançou.
Paulo Casaca explicou-nos que a ideia da realização deste evento surgiu numa das visitas que fez à ilha, explicando também que apesar do seu interesse neste assunto, esta é uma área sobre a qual a União Europeia não incide, não existindo por isso, uma política comunitária para o turismo.
Uma turista alemã foi convidada a passar uns dias na Graciosa e a detectar os problemas e as virtudes da actividade turística na Graciosa.
A turista convidada, com experiência na área da oferta turística, apontou como principal problema os transportes, já que um turista da Europa precisa de um dia e meio de viajem para chegar à Graciosa.
Outro problema apontado prende-se com a falta de informação sobre a ilha na Internet, bem como de oferta pela Internet, com a maioria dos estabelecimentos hoteleiro a não terem e-mail. O facto de poucas pessoas falarem inglês foi algo igualmente realçado.
O facto dos pagamentos terem que ser sempre em dinheiro vivo, lixo em estradas e caminhos com vistas de grande beleza, falta de aproveitamento dos moinhos, falta de sinalização de locais para comer pelo interior da ilha, maus mapas de percursos pedestres, falta de Marina para acolher veleiros e condução a grande velocidade, para além do estacionamento ao lado de esplanadas, foram outros problemas detectados e que não deixam satisfeitos quem nos visita.
Como aspectos positivos, aparecem o turismo de natureza e a fuga do turismo de massas, a hospitalidade das nossas gentes, as belezas naturais e uma rica arquitectura que deve ser bem aproveitada.
O Turismo Rural foi reconhecido como o sector que deverá ter na Graciosa um maior crescimento e cuja exploração, poderá trazer melhores rendimentos aos graciosenses.
Paulo Casaca referiu ainda necessidade de se aproveitar a nossa cultura genuína, para que se possa, através disso, desenvolver o turismo e a economia da Graciosa.
Questionado sobre o impacto que as afirmações negativas deixadas sobre a ilha poderão ter nos graciosenses, o euro-deputado fez menção de explicar que esta é uma boa oportunidade para se melhorarem alguns aspectos que estão menos bem, especialmente aos olhos de quem nos visita.
O principal é saber dar calma e sossego a quem nos vista, porque é isso que é procurado em ilhas pequenas como a nossa.