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Rádio Graciosa


24 maio 2007

Luís Henrique Silva acusa Governo Regional de estar calado e exige medidas que resolvam o problema da falta de barco na Graciosa

Na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, situada na cidade da Horta, decorre o plenário de Maio, em que participam os três deputados eleitos pela Graciosa.
Na sessão da tarde de ontem, subiu à tribuna o deputado Luís Henrique Silva, do PSD, para falar sobre o problema do transporte marítimo de passageiros, chamando à atenção para os problemas que esta situação vai trazer para a Graciosa.
No seu discurso, o deputado graciosense começou por falar do início de todo o processo, lembrando que no final de 2006, a Assembleia Municipal de Santa Cruz da Graciosa, aprovou por unanimidade, um voto de protesto sobre os horários dos transportes para este ano. Segundo Luís Henrique Silva, "já nessa altura foi contestada e alertada a Empresa Regional Atlanticoline, bem como o próprio Governo Regional, que ... preferiu o silêncio, não só no que concerne aos horários, como ainda para o facto de somente um dos navios inseridos na operação de transporte de passageiros e viaturas poder escalar a ilha Graciosa".
Perante esta nova situação, que foi classificada como "infeliz" para a Graciosa, para a sua actividade económica, desenvolvimento e para aqueles que pretendem visitar-nos, a Atlanticoline, empresa pública da Região, que tem a responsabilidade do serviço de transporte marítimo de passageiros, o Secretário Regional da Economia e o senhor Presidente do Governo, nada disseram. Segundo o discurso de Luís Henrique Silva, estes "escondem-se envergonhadamente", atrás da empresa proprietária do navio que nada tem a ver com a sua exploração neste momento.
O deputado deixou ainda no ar a dúvida, de ser estranho só a Graciosa ter ficado de fora e afirmou que "parece que os Graciosenses não são filhos da mesma Região", classificando mesmo o governo como "um mau padrasto" para os Graciosenses.
O deputado graciosense alertou a assembleia para o que disse ser, "um enorme entrave ao desenvolvimento de toda a actividade económica, social e cultural da Ilha Graciosa."
Luís Henrique Silva, criticou ainda o facto da decisão de não voltar a aportar na Graciosa, foi tomada sem primeiro buscar soluções e de abandonar a Ilha Graciosa, bem como de "falta de políticas sérias que tenham como objectivo a coesão económica e social da nossa Região", afirmando ainda que "os Graciosenses sentem na pele o desprezo a que são votados por este Governo Regional."
Havendo inúmeras iniciativas projectadas, concebidas e idealizadas no pressuposto da existência daquele meio de transporte, o turismo que se quer ver desenvolvido na Graciosa e a fiabilidade e certeza das acessibilidades e transportes de pessoas e veículos, fizeram com que o deputado apresenta-se, em plena assembleia, um voto de protesto pela ausência de navio de passageiros e veículos para a operação de transporte de 2007.
O deputado Graciosense exigiu "que sejam imediatamente tomadas todas as medidas para garantir a realização da operação de transporte marítimo de passageiros e viaturas, devendo ser desde já, iniciada a reparação do navio "ilha azul" ou, em alternativa, ser contratado outro navio de iguais características para operar na Graciosa."

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