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Rádio Graciosa


19 abril 2007

Calamidades naturais nos Açores impediram outros investimentos

Os Açores têm sido fustigados, nos últimos anos, por várias calamidades naturais. Os maiores exemplos são o sismo de 1980, na Terceira; o sismo de 1998, que afectou as ilhas do Faial, Pico e S. Jorge; e algumas outras situações, como sejam os casos das derrocadas na Ribeira Quente e Povoação, entre outras.No total, o Governo Regional foi obrigado a gastar uma verba na ordem dos 500 milhões de euros para resolver aquilo que as forças da natureza destruíram.O secretário regional da Habitação e Equipamentos, em declarações exclusivas ao jornaldiario, afirma que “as verbas investidas na resolução destas calamidades impediu que, nas ilhas afectadas, fossem realizados investimentos de outra ordem”.Relativamente a este assunto, José Contente reclama “um maior apoio financeiro por parte da União Europeia. Senão, vejamos: no sismo de 1980, os Açores só receberam um apoio de 15 milhões de euros provenientes de fundos comunitários, verba manifestamente curta face aos prejuízos registados. Por seu turno, para a resolução dos restantes riscos naturais que têm afectado a Região, nos últimos anos, grande parte do investimento feito proveio do Orçamento Regional e do Orçamento da República, sendo que só depois podem ser consideradas algumas verbas provenientes da UE.”O governante deixa, por fim, o alerta para que os fundos comunitários, para este tipo de situações, sejam adaptados à realidade de cada região, e que não sejam só para fazer face a calamidades que aconteçam em grandes países.

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