
( Subsídios para uma descrição da Ilha)
Graciosa - ou a Ilha Branca, um lugar sereno
A norte do grupo central, a Graciosa mereceu dos descobridores o baptismo com este nome, cuja origem ou razão se desconhece, bem como o facto de ser a única das nove ilhas do Arquipélago, que não teve escolha de nome de santo.
João de Melo, escritor e poeta açoriano contemporâneo, diz assim dela: “adjectiva e feminina é a sua graça perante o olhar de quem chega, sendo uma ilha de formas tímidas e recatadas, um corpo de senhora senta a ver o mar…Graciosa não é portanto nome de apelo à devoção religiosa, nem de uma coisa que da terra tivesse brotado nesta ilha de ossos certinhos e bem modelados que se acomodaram ali, numa rota larga do mar. Foi sem dúvida um poeta que assim a baptizou. Porque decerto viu pairar uma forma de presença que nunca esteve errada nem se perdeu da harmonia”
A alcunha de “ilha branca”, que se justificará pela aderência de formações geológicas claras, ou por se isolar dos verdes das outras ilhas, senda parda a sua encosta, merece-a ainda, pela alvura do seu casario apostando no branco, quase em exclusivo, ou no requebro dos muros, disseminados por toda ela, estendendo-se pelos 61,66 Km2 de superfície, com 12, 5 Km2 de cumprimento por 8,5 Km2 de largura máxima. Sendo de forma oval e pouco montanhosa, baixa e plana como um útero ou um ninho pronto ao embalo humano, as suas construções urbanas ou as divisórias dos prédios rústicos revelam a abundância vulcânica da pedra negra.
A norte do grupo central, a Graciosa mereceu dos descobridores o baptismo com este nome, cuja origem ou razão se desconhece, bem como o facto de ser a única das nove ilhas do Arquipélago, que não teve escolha de nome de santo.
João de Melo, escritor e poeta açoriano contemporâneo, diz assim dela: “adjectiva e feminina é a sua graça perante o olhar de quem chega, sendo uma ilha de formas tímidas e recatadas, um corpo de senhora senta a ver o mar…Graciosa não é portanto nome de apelo à devoção religiosa, nem de uma coisa que da terra tivesse brotado nesta ilha de ossos certinhos e bem modelados que se acomodaram ali, numa rota larga do mar. Foi sem dúvida um poeta que assim a baptizou. Porque decerto viu pairar uma forma de presença que nunca esteve errada nem se perdeu da harmonia”
A alcunha de “ilha branca”, que se justificará pela aderência de formações geológicas claras, ou por se isolar dos verdes das outras ilhas, senda parda a sua encosta, merece-a ainda, pela alvura do seu casario apostando no branco, quase em exclusivo, ou no requebro dos muros, disseminados por toda ela, estendendo-se pelos 61,66 Km2 de superfície, com 12, 5 Km2 de cumprimento por 8,5 Km2 de largura máxima. Sendo de forma oval e pouco montanhosa, baixa e plana como um útero ou um ninho pronto ao embalo humano, as suas construções urbanas ou as divisórias dos prédios rústicos revelam a abundância vulcânica da pedra negra.

Há necessidade de encontrar equilíbrio, trocando o luto da pedra pela leveza da cal com que se cobrem depois as edificações.
Encontra-se nisto a soberania da razão, porventura uma procura estética.
O branco ressalta também na toponímia: Serra Branca, de onde se tem a visão arquipelágica, pois dela se avistam outras quatro ilhas em simultâneo - Terceira, São Jorge, Pico e Faial - as quais com esta somam o quinteto do grupo central; Ponta Branca, de onde se imagina o alto e o abismo, Barro Branco, a fronteira entre duas povoações, sem divisões nem conflitos.



sábado, abril 29, 2006
Rádio Graciosa