As populações das ilhas de coesão aguardam a concretização do fundo financeiro, que constituirá importante instrumento de desenvolvimento. Muitas dúvidas, mas também, confiam. Este é um sentimento comum às populações das agora denominadas ilhas de coesão – Graciosa, Santa Maria, S. Jorge, Flores e Corvo –, as quais desesperam pelos investimentos decorrentes do projecto governamental.
Um dos principais problemas da ilha Graciosa, o qual afecta igualmente as restantes ilhas de coesão: a desertificação e o envelhecimento da população.
Carlos Brum, Presidente do Núcleo Empresarial da Ilha graciosa, afirmou que, embora não esteja bem a par do assunto “Ilhas de coesão”, tem conhecimento que as leis deste projecto ainda não foram promulgadas.
Mas acima de tudo, não põe em causa a importância deste projecto, principalmente no aumento da acessibilidade dos meios de transporte.
Manuel Avelar, Deputado do PS, entidade que esteve presente há bem pouco tempo no Plenário realizado na Ilha do Faial, em que Ilhas de Coesão foi um dos temas fortes deste plenário, considera, que este projecto, não pode ser um assunto que se resolva de um dia para o outro. Afirma que é um trabalho, sem dúvida de extrema importância para as Ilhas pequenas. Contudo requer, o seu tempo, pois é um processo de apoios muito alargados, mas afirma que o sistema de incentivos (SINTEL), está aberto todo o ano para as Ilhas pequenas.
O Presidente da associação de Agricultores, Luís Henrique, que também esteve presente no Plenário realizado no Faial, não põe em causa a importância do Projecto Ilhas de Coesão, mas considera que a majoração deste projecto não é suficiente, e que a capacidade económica e tecido empresarial da Graciosa poderá não ser capaz só por si de resolver esta situação. Mas realça que na realidade, já passou um ano e que, em resultados práticos ainda não se fez nada.
20 outubro 2005
Ilhas de coesão aguardam a concretização do fundo financeiro
quinta-feira, outubro 20, 2005
Rádio Graciosa


